Projeto mapeia comportamento da água do Rio dos Sinos - Jornal Cidades
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MEIO AMBIENTE Notícia da edição impressa de 02/10/2020. Alterada em 05/10 às 03h00min

Projeto mapeia comportamento da água do Rio dos Sinos

Ideia é que os dados coletados em 24 pontos sejam usados para criar ações de fiscalização e prevenção

Ideia é que os dados coletados em 24 pontos sejam usados para criar ações de fiscalização e prevenção


/HENER DE SOUZA NUNES JÚNIOR/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Empenhado em ampliar a rede de informações sobre a Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos à população e aos gestores públicos, o Consórcio Pró-Sinos tem trabalhado em um projeto de monitoramento. Serão reunidos em uma plataforma digital dados de alguns parâmetros quantitativos e qualitativos que serão úteis a diversas finalidades. Com o acompanhamento mensal desse conjunto de parâmetros, será criada uma série histórica que permitirá um conhecimento maior sobre o comportamento das águas recolhidas na bacia e que chegam ao Rio dos Sinos.

A primeira campanha de medição de parâmetros qualitativos e coleta de amostras foi feita neste mês, em 24 pontos de 16 cidades da bacia hidrográfica do Sinos. Em breve, a partir de um software que está em desenvolvimento, os dados estarão disponíveis e poderão auxiliar gestores no planejamento, na fiscalização e nas ações de emergência e contingência.

A diretora-geral do Pró-Sinos, Jéssica Madril, destaca que com o monitoramento será possível conhecer a qualidade da água do rio e identificar riscos ao ecossistema, o que, por consequência, também afeta as populações que dele se abastecem. Esse conhecimento poderá, por exemplo, oferecer embasamento para atitudes que evitem o desabastecimento em épocas de estiagem, ou promover a remoção de comunidades sob risco com antecedência, quando houver risco de inundação.

Inicialmente, o projeto contempla o acompanhamento de nove parâmetros qualitativos que constituem o chamado Índice de Qualidade da Água (IQA): temperatura, pH, oxigênio dissolvido, sólidos totais, demanda bioquímica de oxigênio, coliformes termotolerantes, nitrogênio total, fósforo total e turbidez. "É um conjunto de parâmetros que possuem valores limites, como quando fazemos um exame clínico laboratorial. Esses valores são colocados em uma fórmula que gera o IQA que, por sua vez, produz um indicador da qualidade da água como um todo. Mais adiante, deveremos acompanhar outros parâmetros, conforme forem solicitados pelos usuários", destaca o diretor-técnico, Hener de Souza Nunes Júnior. 

As coletas estão sendo feitas em 24 pontos distribuídos nos municípios de Caraá, Santo Antônio da Patrulha, Rolante, Riozinho, Taquara, Três Coroas, Igrejinha, Canela, Campo Bom, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Sapucaia do Sul, Portão, Esteio, Nova Santa Rita e Canoas. Conforme Hener, foram identificados os locais situados entre cada um dos municípios da bacia que utilizam o rio como seu coletor de efluentes. Com isso, será possível monitorar de que forma a água entra no território do município e como ela sai dele, em termos de qualidade.

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