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SAÚDE MENTAL Notícia da edição impressa de 22/09/2020. Alterada em 22/09 às 03h00min

Pesquisa vai avaliar impacto da pandemia em moradores de cidades do RS e de SC

Intenção é ver o atual quadro de qualidade de vida da população

Intenção é ver o atual quadro de qualidade de vida da população


/MARCO QUINTANA/ARQUIVO/CIDADES

Qual é o impacto da pandemia de Covid-19 sobre a saúde mental da população? É para responder a esta questão que, a partir desta sexta-feira, entrevistadoras vão visitar 900 domicílios da zona urbana de Rio Grande. As entrevistas fazem parte de uma das cinco etapas da "Mental Covid", pesquisa conduzida pelos programas de pós-graduação em Ciências da Saúde e Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande (Furg), em parceria com a Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc).

Para compreender os impactos da pandemia na saúde mental, é preciso ter um padrão comparativo que, neste caso, é saber como era a saúde mental antes da pandemia. Por isso a proposta da pesquisa é reproduzir cinco estudos que entrevistaram, de 2016 para cá, diferentes grupos de pessoas sobre saúde mental. Com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do RS (Fapergs), estudos feitos na zona urbana de Rio Grande, na zona rural do município, com estudantes da Furg e do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) e ainda com moradores da zona urbana do município de Criciúma (SC) serão realizados novamente, com as mesmas questões, mas incluindo um bloco específico de questões sobre a pandemia e o isolamento social.

"A ideia que eu tive foi de reproduzir essas cinco pesquisas que foram feitas de 2016 para cá para ver o que mudou na saúde mental da população após essa pandemia. Reproduzindo essas cinco pesquisas a gente vai poder avaliar como está o quadro de depressão, de estresse, de qualidade de vida, de ideação suicida nessas populações para ver se a covid-19 e as medidas de distanciamento social estão ocasionando algum impacto nessas variáveis de saúde mental", explica o professor Samuel de Carvalho Dumith, que coordena a pesquisa.

As cinco etapas da pesquisa terão metodologias diferentes, pois seguem a metodologia adotada em cada uma das pesquisas originais, que agora serão reproduzidas. A rodada de entrevistas inicia pelas zonas urbanas de Rio Grande e de Criciúma.  Para ampliar o escopo e ter o entendimento de como a pandemia afeta a saúde mental em âmbito nacional, o mesmo questionário feito com estudantes da Furg será respondido também por alunos de graduação das outras quatro regiões do país.

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