São Leopoldo tem 20% dos casos de Covid-19 no setor de serviços - Jornal Cidades
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CORONAVÍRUS Notícia da edição impressa de 16/09/2020. Alterada em 16/09 às 03h00min

São Leopoldo tem 20% dos casos de Covid-19 no setor de serviços

Levantamento feito pela Vigilância em Saúde mostrou que cabeleireiros e manicures foram impactados

Levantamento feito pela Vigilância em Saúde mostrou que cabeleireiros e manicures foram impactados


/GABRIELA DI BELLA/ARQUIVO/CIDADES

A Vigilância em Saúde de São Leopoldo apresentou o Boletim Epidemiológico - Casos confirmados de coronavírus. O material traz informações sobre a evolução da doença no município desde o primeiro caso registrado no dia 20 de março até o dia 2 de setembro. A cidade contabiliza 5.431 casos e 128 óbitos. O objetivo do estudo é subsidiar o planejamento e aperfeiçoamento das ações da atenção, prevenção e vigilância desse agravo no município.

O bairro Feitoria, mais populoso de São Leopoldo, contabiliza 15,90% do total de casos, seguido por Santos Dumont 10,30% e Arroio da Manteiga, 9,50%. Quanto às profissões, prestadores de serviços estão entre os mais vulneráveis: um em cada cinco casos (20%) dos infectados trabalham em áreas como diaristas, manicures, cabeleireiros, pedreiros, entre outros. O gênero feminino apresenta mais casos, 54,90% contra 45,10% do masculino.

Sobre os sintomas apresentados, os mais comuns em indivíduos que testaram positivos são febre (49%) e tosse (46,9 %), seguidos por dor de garganta (29,6%) e dor de cabeça (24,8%). Como o município desde o início da pandemia adotou a testagem de contatos de casos positivos, percebe-se que 24,8% deles eram assintomáticos, que possivelmente tiveram contatos com casos positivos e por isto foram testados. Ao analisar os casos confirmados quanto às comorbidades, verifica-se que a doença cardíaca é a mais presente, representando 14,7%, seguido de outras doenças diversas, que somam 6%, da diabetes 5,8% e da doença pulmonar 5,4%.

Apenas 4% dos contaminados necessitaram de internação hospitalar em São Leopoldo, enquanto os demais fizeram tratamento em casa ou sem a necessidade de ingressar no Centenário. No entanto, o secretário de Saúde, Ricardo Charão reforça que isso não significa relaxamento nos cuidados. "Isso mostra a importância de continuarmos mantendo o distanciamento social, sempre que possível, levando em consideração a alta taxa de transmissibilidade do vírus. Também na forma assintomática podemos ser transmissores para nossos amigos, pais e avós", alertou.

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