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CORONAVÍRUS Notícia da edição impressa de 15/09/2020. Alterada em 15/09 às 03h00min

Pesquisa em cinco países avalia remédio para tratar a Covid-19

Na serra gaúcha, Hospital Tacchini vai introduzir o projeto; droga é usada em pacientes com diabetes tipo 2

Na serra gaúcha, Hospital Tacchini vai introduzir o projeto; droga é usada em pacientes com diabetes tipo 2


/ALEXANDRE BRUSA/DIVULGAÇÃO/CIDADES

O Instituto Tacchini de Pesquisa em Saúde, de Bento Gonçalves, ingressou recentemente em um novo estudo destinado a pacientes de risco moderado com diagnóstico confirmado de Covid-19. O objetivo é avaliar a eficácia e a segurança do medicamento Dapagliflozina, que é usado no tratamento de diabetes tipo 2, no combate à insuficiência respiratória.

 A pesquisa, que está na fase 3 de execução, é multicêntrica e internacional, envolvendo instituições de saúde dos Estados Unidos, México, Índia, Reino Unido e Brasil. O estudo é randomizado e utiliza o método duplo-cego, ou seja, nem o pesquisador nem o paciente sabem se o tratamento está sendo realizado com medicamento ou com placebo. No Brasil, o centro principal da pesquisa é o Hospital Albert Einstein.

 "Dados mais recentes têm mostrado que os pacientes com Covid-19 que apresentam maior risco de desenvolver complicações graves, incluindo morte, são aqueles com doenças como hipertensão, diabetes tipo 2, doença cardiovascular aterosclerótica, insuficiência cardíaca ou doença renal. Além disso, uma grande proporção desses pacientes desenvolve complicações cardiovasculares ou renais graves. Nesse contexto, o estudo é muito importante, pois pretende demonstrar que o medicamento pode oferecer proteção a órgãos vitais, especialmente coração e rins, evitando agravamentos nos quadros de Covid-19", avalia Nicole Golin, médica infectologista e investigadora principal do estudo no Tacchini.

 No total, serão 900 pacientes incluídos no estudo, metade deles no Brasil. Dos 40 centros que participarão da pesquisa com Dapagliflozina no país, 22 já foram selecionados, entre eles o Tacchini, que é a única instituição da serra gaúcha a integrar esse grupo.

A proposição do estudo é o uso do medicamento, com dose de 1 comprimido de 10 mg por via oral, uma vez ao dia, por um período de 30 dias. "O risco de efeitos colaterais é muito baixo, e os pacientes que aderirem ao protocolo da pesquisa serão monitorados por um período de 90 dias", descreve Nicole. Os pesquisadores pretendem concluir o estudo até dezembro de 2020.

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