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CORONAVÍRUS Notícia da edição impressa de 03/09/2020. Alterada em 03/09 às 03h00min

Pesquisa apresenta o perfil dos óbitos em São Leopoldo

Faixa etária que contempla pessoas com 60 anos ou mais registrou 70 das 102 mortes entre março e agosto

Faixa etária que contempla pessoas com 60 anos ou mais registrou 70 das 102 mortes entre março e agosto


/MICHEL CORVELLO/DIVULGAÇÃO/CIDADES
João Dienstmann

O Centro de Vigilância da secretaria municipal de Saúde de São Leopoldo elaborou um estudo sobre os óbitos na cidade por coronavírus. Sexto município do Rio Grande do Sul com mais mortes em virtude da Covid-19 - eram 111 até esta quarta-feira, atrás de Porto Alegre, Canoas, Novo Hamburgo, Viamão e Passo Fundo - o levantamento apontou uma ocorrência de falecimentos maior na faixa etária acima de 60 anos.

Os dados compilam os registros feitos na cidade entre 16 de março e 18 de agosto, com o registro de 102 mortes no período. O primeiro óbito em São Leopoldo foi registrado em 9 de abril, um paciente de 66 anos com histórico de diabetes e hipertensão. Depois, foram 50 dias sem que houvesse um segundo registro, ocorrido no fim de maio. No entanto, a partir da segunda metade de junho até a conclusão da pesquisa, em meados de agosto, o município teve mortes em quase todos os dias, com o pico de seis no início de julho.

Quanto ao perfil das mortes, a maioria (56%) é de homens e 86% compunham o chamado grupo de risco da Covid-19. Mais da metade tinha doença crônica cardíaca, enquanto diabetes aparece em segundo lugar dentre as comorbidades mais comuns entre os pacientes Das 102 pessoas que não resistiram às complicações, 70 delas tinha 60 anos ou mais. O menor índice ficou com pessoas na faixa etária entre 30 e 39 anos, com três casos.

A pesquisa também identificou em quais bairros houve maior número de óbitos. O bairro Feitoria é o que lidera, com 14 casos, seguido por Santos Dumont (13) e Campina (11). Também estão relatados os sintomas mais recorrentes nas pessoas que deram entrada em hospitais e postos de saúde de São Leopoldo. Febre e falta de ar foram, disparados, os sinais mais recorrentes. Dois em cada três pacientes que solicitaram atendimento tinham dois ou mais sintomas gripais, enquanto 10 casos de falecimento não tiveram qualquer indicativo, ou seja, eram assintomáticos. Outro dado que chama a atenção é que 42% das pessoas faleceram após terem sido consideradas curadas da Covid-19.

A taxa de letalidade da doença em São Leopoldo é considerada baixa, com uma média de 24 óbitos para cada 1.000 casos notificados. O secretário de Saúde do município, Ricardo Charão, avaliou os dados e fez um alerta aos mais jovens. "Vivemos num momento de solidariedade e cuidado com pessoas próximas. Os jovens sem comorbidades podem ser menos vitimados pela pandemia, mas são vetores para pais, mães e avós", ressaltou. Charão destacou que a pesquisa ajuda a identificar melhor o cenário na cidade. "Essa pesquisa revela capacidade de identificação do quadro existente e, por fim, acende um sinal de alerta para a população, mesmo aquela que não é grupo de risco, mas que tem grande responsabilidade de cuidar de quem pertence a ele", avaliou.

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