Censo detalha panorama de moradores em situação de rua em Novo Hamburgo - Jornal Cidades
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ASSISTÊNCIA SOCIAL Notícia da edição impressa de 26/08/2020. Alterada em 26/08 às 03h00min

Censo detalha panorama de moradores em situação de rua em Novo Hamburgo

Problemas familiares é o principal motivo para tirar pessoas de casa

Problemas familiares é o principal motivo para tirar pessoas de casa


/MARCELO G. RIBEIRO/JC

A principal dificuldade de viver na rua é enfrentar o preconceito e a violência. É o que relata a pesquisa responsável pelo censo da população em situação de rua de Novo Hamburgo, realizada pela Universidade Feevale em parceria com o Centro de Referência Especializado na População em Situação de Rua da cidade (Centro Pop).

A equipe de trabalho da pesquisa contou com a participação de 15 pessoas, entre trabalhadores do Centro Pop, do Serviço Especializado de Abordagem Social (Seas), professores e estudantes de diversos cursos da universidade. Foram entrevistadas, de abril a dezembro de 2019, 170 de 215 pessoas que vivem em situação de rua em Novo Hamburgo, sendo 86,5% homens e 13,5% mulheres, com idade média de 39 anos.

Segundo os dados, dentre os motivos que levaram essas pessoas a viver na rua estão: problemas familiares (70,6%), álcool e drogas (45,3%), e desemprego (19,4%). "Tais números apresentam que muitas dessas trajetórias de vida, anteriormente à ida para as ruas, são marcadas por violações de direitos e pela falta de acesso às diferentes políticas públicas, perpassando o acesso à educação, trabalho e rede de proteção social", afirma a coordenadora da pesquisa, Carmem Giongo.

Na perspectiva dos entrevistados, as principais melhorias no atendimento à população em situação de rua são políticas de trabalho e renda (48,8%), novos projetos e serviços (32,9%) e políticas de moradia/habitação (30%). Mais da metade dos participantes já deixaram de estar em situação de rua e retornaram.

Sabe-se que existem determinadas dificuldades de as pessoas em situação de rua possuírem acesso à educação. De acordo com a pesquisa, mais de 60% dos entrevistados afirmam que não concluíram o Ensino Fundamental e oito em cada dez declaram que gostariam de aprender algo novo ou aprimorar conhecimentos já existentes. Apenas 1,8% declararam ter emprego formal.

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