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CORONAVÍRUS Notícia da edição impressa de 19/06/2020. Alterada em 19/06 às 03h00min

Secretaria de Saúde cria protocolo para uso de remédios contra a Covid-19 em Lajeado

Documento deixa claro que uso deve ser uma opção para médicos e pacientes

Documento deixa claro que uso deve ser uma opção para médicos e pacientes


CLAUDIO FACHEL/PALÁCIO PIRATINI/ARQUIVO/CIDADES
A secretaria da Saúde de Lajeado apresentou a médicos da rede municipal de saúde o protocolo de uso de medicamentos contra a Covid-19, que será oferecido aos pacientes em tratamento na cidade. No encontro, os cerca de 30 profissionais conheceram o protocolo e receberam orientações e informações sobre os procedimentos.
O protocolo é um documento com orientações sobre a doença, sintomas, uso dos medicamentos em cada fase, exames necessários se for o caso, entre outras. O documento não obriga os médicos a aderirem, ou seja, os médicos têm liberdade para decidir ou não pelo seu uso em conjunto com o paciente, assim como os pacientes podem optar por não usar a medicação, se julgarem mais adequado.
A proposta trata da utilização de um conjunto de medicações no tratamento de fases iniciais da doença, e foi elaborado por um grupo de 21 médicos de Lajeado e da região. Baseado em estudos científicos e em experiências efetivas que já aconteceram em outras regiões do país, o protocolo consiste em um kit de medicamentos que serão disponibilizados gratuitamente na Farmácia-Escola. O kit será composto por quatro medicamentos de uso específico para a Covid-19 (cloroquina/hidroxicloroquina, azitromicina, ivermectina e zinco), e também fazem parte do protocolo medicamentos de apoio para o tratamento de complicações, quando for o caso.
Na prática, o uso será recomendado para pacientes que procurarem os serviços de saúde da rede pública em fase inicial da doença (até o quinto dia após a contaminação), com indicação para as seguintes situações: pacientes com mais de 60 anos e sintomáticos, pacientes com menos de 60 anos sintomáticos com fatores de risco (cardiopatas, diabéticos, obesos e com doenças pulmonares crônicas), e pacientes com menos de 60 anos de idade, sem comorbidades, mas com sintomas iniciais que indiquem gravidade da doença (decorrente de possível carga viral elevada).
"Estudos mais recentes indicam que a cloroquina e a hidroxicloroquina não são eficazes nas fases mais graves da doença, mas há protocolos em estados como o Pará que têm conseguido reduzir os índices de replicação viral quando usam esta medicação nas fases iniciais da doença. Não queremos criar polêmica, mas sim oferecer uma alternativa para o médico e para o paciente que desejarem", explica o médico pneumologista Cláudio Klein.
 
 
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