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CORONAVÍRUS Notícia da edição impressa de 12/06/2020. Alterada em 10/06 às 17h26min

Saúde mental da população piorou durante a pandemia, aponta estudo da UFSM

Dos 3.633 participantes, 65% relataram que tiveram piora no quadro desde março

Dos 3.633 participantes, 65% relataram que tiveram piora no quadro desde março


MARCO QUINTANA/CIDADES
Foram divulgados, pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), os resultados da primeira fase da pesquisa CovidPsiq, do projeto projeto intitulado “Monitoramento da evolução da sintomatologia pós-traumática, depressão e ansiedade durante a pandemia de Covid-19 em brasileiros”. O estudo tem o objetivo de acompanhar a evolução de sintomas emocionais ao longo de seis meses, durante a pandemia.
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A equipe responsável pela pesquisa é formada por médicos psiquiatras, psicólogos, professores, residentes e alunos de graduação e pós-graduação da (UFSM), Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Universidade Franciscana (UFN) e Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Na primeira fase da pesquisa, foram 3.633 participantes. Destes, 65% declararam que a saúde mental piorou durante a pandemia.
O professor Vitor Calegaro, do Departamento de Neuropsiquiatria da UFSM, aponta que ter se afastado de pessoa próxima com Covid-19 foi associado com sintomas de estresse, ansiedade e transtorno de estresse pós-traumático. Segundo ele, o estudo demonstra a importância do cuidado com a saúde mental durante a pandemia. Em função disso, foram disponibilizadas diversas orientações no site do projeto.
A ansiedade foi o sintoma que teve maior aumento, segundo o estudo. No entanto, um dado chama a atenção; dos entrevistados, 34,5% apresentaram um quadro leve a moderado para dependência de álcool. Além disso, 67% das pessoas não realizaram qualquer tipo de tratamento psicológico ou psiquiátrico durante a pandemia, que começou em março.
O questionário referente à segunda etapa do estudo já está disponível, podendo ser respondido até 30 de junho. Contém perguntas sobre a experiência com a Covid-19, isolamento social, situação econômica, sintomas emocionais e comportamentais e hábitos de vida. Os dados são confidenciais e anônimos. O questionário é mais breve que o da primeira etapa, leva de 10 a 15 minutos para ser preenchido. Pode participar qualquer pessoa com 18 anos ou mais, mesmo que não tenha participado da primeira fase. A pesquisa é voluntária, sendo possível interromper a participação a qualquer momento.
Como na primeira fase da pesquisa observou-se que apenas 23,7% dos participantes eram homens, sendo 14,4% autodeclarados não-brancos e 19% de famílias de baixa renda, a intenção é diversificar essa amostra, para que possa ser representativa da população brasileira. A participação é considerada importante porque, com a contribuição de mais pessoas, a equipe poderá levantar dados sobre o impacto da pandemia na saúde mental dos brasileiros.
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