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VAREJO Notícia da edição impressa de 18/05/2020. Alterada em 19/05 às 03h00min

Comércio de Caxias tem prejuízo diário de R$ 3,6 milhões

Retração se dá pelo baixo consumo das famílias; estudo aponta que cerca de 800 empresas já fecharam

Retração se dá pelo baixo consumo das famílias; estudo aponta que cerca de 800 empresas já fecharam


/MARCO QUINTANA/CIDADES

No mês de maio, em que é celebrado o Dia do Trabalho, o Observatório do Trabalho da Universidade de Caxias do Sul (UCS) lançou uma publicação que visa identificar quais as alterações na economia caxiense, considerando os efeitos gerados pela atual pandemia de Covid-19. O estudo, intitulado "O Trabalho em Caxias do Sul em Tempos de Pandemia", aborda o cenário que estava se desenhando para o ano e a radical mudança ocasionada pela pandemia no âmbito econômico.

A partir dos dados apurados, o estudo demonstra que, apesar das perspectivas positivas em relação ao mercado de trabalho para o início deste ano, o cenário foi modificado pela pandemia, que atingiu fortemente o segmento econômico. Primeiramente, o setor do Turismo foi prejudicado, seguido dos setores da Indústria, do Comércio e dos Serviços, causando impactos na economia da cidade.

Segundo os dados da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Caxias do Sul, o comércio da cidade está deixando de faturar R$ 3,6 milhões por dia, representando uma queda de 58% do faturamento. Além disso, até nas datas comemorativas houve redução do consumo. As vendas do comércio caíram 35% no Dia das Mães no município, em relação ao mesmo período em 2019. Idalice Manchini, presidente do sindicato, afirma: "Considerando o cenário de pandemia e restrições à atividade, como as lojas atuando com, no máximo, 50% da força de trabalho, bem como a impossibilidade de provar itens de vestuário, acho que foi uma queda menor do que projetávamos. Ainda assim, é muito preocupante", analisa.

Já em relação aos empregos, mesmo que não se possa estabelecer o número completo de demissões, em Caxias do Sul, os pesquisadores observaram que o setor metalmecânico, que ainda é o maior empregador formal do município, desligou cerca de 500 trabalhadores durante o final de março e início de abril. Além disso, 179 empresas do mesmo setor adotaram medidas de suspensão de contrato de trabalho e redução na jornada de trabalho e nos salários. Ainda estima-se que cerca de 800 empresas tenham pedido o cancelamento do CNPJ por decretarem falência desde o início da pandemia.

Como não houve a divulgação, pelo governo federal dos dados das movimentações do emprego formal dos meses de 2020, recorreu-se, para o estudo, a outras fontes de dados sobre o segmento. Um outro meio de estabelecer o estudo foi ter acesso à plataforma DataSebrae para a identificação das flutuações na abertura e encerramento de empresas em Caxias do Sul, já que mais de 90% dos empregos formais do município correspondem a vagas criadas pelas empresas.

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