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Notícia da edição impressa de 20/04/2020. Alterada em 05/05 às 14h43min

UCS inaugura primeira fábrica de grafeno da América Latina

Com capacidade produtiva de até 500 quilos ao ano, planta deve abastecer os mercados nacional e internacional

Com capacidade produtiva de até 500 quilos ao ano, planta deve abastecer os mercados nacional e internacional


/UCS/DIVULGAÇÃO/CIDADES
A Universidade de Caxias do Sul (UCS) fez o lançamento oficial para autoridades, entidades e empresas do UCSGraphene, a primeira e maior planta de produção de grafeno em escala industrial da América Latina. A unidade já opera desde 14 de março com capacidade de produção de até 500 quilos/ano. O projeto permite a ampliação da produtividade a até 5 mil kg/ano, habilitando a planta a prestar serviços para os mercados nacional e internacional em setores portadores de futuro. O investimento é de R$ 10 milhões.
"Neste momento em que se faz necessário pensar na retomada da industrialização em meio ao enfrentamento da pandemia do coronavírus, a UCS se adianta e disponibiliza ao segmento empresarial esta alternativa de qualificação de produtos, de modernização tecnológica e de competitividade, colocando-se na vanguarda do desenvolvimento econômico e social, como sempre fez", destaca o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade, Juliano Gimenez.
Obtido a partir da reordenação das moléculas do carbono, o grafeno é o material mais leve e resistente que existe, com elevada condutividade térmica e elétrica, sendo considerado no meio científico um dos maiores recursos da atualidade para aplicações em alta tecnologia, com potencial de incrementar inúmeros produtos presentes no cotidiano de milhões de pessoas.
Além disso, o grafeno é o material mais leve e forte do mundo (200 vezes mais resistente do que o aço), superando até mesmo o diamante. Uma folha de grafeno de 1 metro quadrado pesa 0,0077 gramas e é capaz de suportar até quatro quilos. Também é o material mais fino que existe, da espessura de um átomo, ou 1 milhão de vezes menor que um fio de cabelo. É visto como um dos materiais mais utilizados no futuro.
A UCS foi uma das instituições precursoras na pesquisa de nanomateriais no Brasil. Especificamente quanto ao grafeno, os trabalhos se iniciaram apenas um ano após o isolamento do material (ocorrido em 2004 em um estudo realizado na Inglaterra, que mais tarde ganharia o Prêmio Nobel de Física). A expertise adquirida ao longo de 15 anos de dedicação em laboratório levou ao domínio de diferentes rotas produtivas e garante a qualidade do produto final.
Entre as aplicações pesquisadas pelo TecnoUCS estão as áreas de revestimentos avançados, materiais inteligentes, equipamentos de segurança, medicina regenerativa, nanotecnologia, metais, compósitos, polímeros e cerâmicas. Com 775 metros quadrados e totalmente automatizada, a planta de produção de grafeno da UCS destaca-se como a primeira implementada por uma universidade ou centro de pesquisa em escala industrial e, pela capacidade produtiva, nasce como a maior da América Latina, suplantando as fábricas existentes, do setor privado.
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