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EMPREGO Notícia da edição impressa de 26/03/2020. Alterada em 25/03 às 18h59min

Funcionários da Visate, de Caxias do Sul, terão corte de 50% no salário

Empresa alega impacto financeiro por conta da redução na compra de vale-transporte

Empresa alega impacto financeiro por conta da redução na compra de vale-transporte


FACEBOOK VISATE/DIVULGAÇÃO/CIDADES
A empresa Viação Santa Tereza (Visate), que opera o transporte público de Caxias do Sul, emitiu um comunicado no qual afirma que não deve fazer a quitação dos salários dos funcionários referente ao mês de março, com vencimento previsto para o quinto dia útil de abril. O impacto na arrecadação da empresa, fruto da brusca redução na entrada de recursos oriundos do vale-transporte seria a principal causa para o corte, que deve atingir cerca de 1,4 mil funcionários que estão ligados à empresa caxiense.
Em um comunicado assinado por Fernando Ribeiro, diretor Superintendente da Visate, e divulgado aos colaboradores e imprensa, ele afirmou que a empresa foi pega pela crise causada pela pandemia do coronavírus, no momento em que "a capacidade financeira está seriamente comprometida", em razão das políticas públicas relacionadas ao transporte coletivo urbano, adotadas desde 2017 pela prefeitura de Caxias do Sul. "Estamos buscando, junto às instituições financeiras, uma linha de crédito para que possamos honrar com os nossos compromissos, jamais negligenciados nos 34 anos de serviços prestados à comunidade", disse, em nota, o diretor da empresa.
Atualmente, a folha de pagamento da Visate corresponde a 54% da receita total da empresa por mês, sendo que grande parte desses valores é obtida na última semana de casa mês por meio da comercialização de vale transporte, comprado pelas empresas para repassar aos funcionários. Com a paralisação das atividades econômicas e de grande parte das organizações, desde 20 de março as compras não foram realizadas e não há previsão de retorno.
Ainda no comunicado, o diretor salienta que "está tentando garantir 50% dos salários de março dos funcionários, cesta básica e plano de saúde, mesmo sem ter receita para isso, com o objetivo maior de possibilitar a eles um sustento mínimo". Ainda, segundo Fernando, a empresa não sabe como fará o pagamento dos outros 50% referentes ao mês de março, e, muito menos em relação ao futuro próximo, tanto no que diz respeito aos salários, quanto aos empregos dos 1,4 mil funcionários. Procurado pela reportagem, o Sindicato dos Rodoviários de Caxias do Sul e região não se manifestou sobre as medidas.
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