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MEIO AMBIENTE Notícia da edição impressa de 18/03/2020. Alterada em 20/03 às 03h00min

Arroio em Santo Ângelo sofre com poluição e acúmulo de lixo

Cerca de 40% de toda a água consumida na cidade é oriunda do Itaquarinchim, que sente efeitos da seca

Cerca de 40% de toda a água consumida na cidade é oriunda do Itaquarinchim, que sente efeitos da seca


/PREFEITURA DE SANTO ÂNGELO/DIVULGAÇÃO/CIDADES

A secretaria municipal do Meio Ambiente de Santo Ângelo realizou o monitoramento da situação do arroio Itaquarinchim, verificando os problemas ambientais enfrentados em razão da falta de chuvas e a poluição que tem aumentado gradativamente devido ao descarte irregular de lixos e entulhos às suas margens, mesmo com a fiscalização agindo com rigor para coibir a ação. Com a falta de chuva, o nível do arroio está abaixo da média e, além da mortandade de peixes, é perceptível o aumento na poluição no local.

O estado hídrico do arroio será relatado no levantamento feito pelo município para justificar a decretação de situação de emergência em Santo Ângelo. O arroio Itaquarinchim corta o município em grande parte de sua extensão. O problema da poluição preocupa, pois aumenta a cada semana. No trecho do arroio nos bairros Jardim das Palmeiras, Harmonia e Kurtz, foram encontrados diversos peixes mortos e uma diversidade alarmante de lixo, incluindo garrafas plásticas, vidros, metais, sacolas plásticas, móveis, pneus, embalagens plásticas, borracha, entre outros. Outros pontos apontados pelos fiscais foram o desmatamento da mata nativa à beira do arroio e vestígios de queimadas na costa do mesmo.

O secretário municipal do Meio Ambiente, Francisco da Silva Medeiros, ressalta que é preciso a participação mais efetiva da comunidade em relação aos cuidados das águas. "É preciso lembrar que parte da água consumida pela comunidade é captada do arroio Itaquarinchim, é isso que as pessoas precisam lembrar no momento de poluir. A coleta do lixo passa em toda cidade, é uma questão de bom senso cada um cuidar do seu lixo, fazer a separação adequada para a destinação correta e contribuir em defesa do meio ambiente", disse.

De acordo com o gestor da unidade da Corsan em Santo Ângelo, Araken Maicá, a água captada para o consumo da comunidade santo-angelense é oriunda em 40% do arroio, restando 60% proveniente do rio Ijuí. Segundo Maicá, mesmo com a estiagem, a situação da água para o consumo no município segue normalizada, não sendo necessária nenhuma medida drástica no momento. "Mesmo assim, solicitamos que a comunidade utilize a água com consciência e evitando o desperdício", completa.

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