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CANOAS Notícia da edição impressa de 14/02/2020. Alterada em 14/02 às 03h00min

Município tem média alta para casos de tuberculose

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a tuberculose é a doença infecciosa que mais mata no mundo, resultando na morte de um milhão de pessoas a cada 10 milhões de diagnósticos por ano. Em Canoas, a doença secular possui uma taxa de incidência por 100 mil habitantes de 59,1% (13,7% a mais do que a média estadual), segundo dados divulgados pela Vigilância Epidemiológica do Município. Para reduzir o número de casos na cidade, o Programa de Controle da Tuberculose faz, em média, 600 atendimentos por mês, atuando na prevenção e no combate à doença.

 A forma mais comum da tuberculose se dá nos pulmões, mas ela pode afetar qualquer parte do corpo, como os rins, ossos, sistema nervoso e outras. Tosse com ou sem catarro, perda de peso, suores à noite, emagrecimento rápido são alguns dos principais sintomas. Qualquer pessoa pode desenvolver a doença, já que a transmissão ocorre pelo ar, através da tosse, da fala ou do espirro. Porém, indivíduos mais vulneráveis como moradores de rua, privados de liberdade, alcoolistas, transplantados, diabéticos ou com sistema imunológico comprometido estão em maior risco.

 A incidência de cura de casos novos diagnosticados no município corresponde a mais de 70%. Desde que tratados adequadamente e acompanhados pelo serviço de Tisiologia, a medicação é gratuita e o tratamento dura no mínimo seis meses. "Qualquer pessoa com estes sintomas deve procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua casa ou o serviço de referência de Canoas", alerta Michele Araújo, enfermeira gestora técnica do Programa Municipal de Controle da Tuberculose.

A maior dificuldade, segundo a enfermeira Michele, é com a adesão ao tratamento de indivíduos em situação vulnerável. Para isso, a equipe tem como desafio reduzir casos de abandono do tratamento. Nos últimos cinco anos, a incidência desses casos foi 11%, número considerado alto.

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