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BALNEÁRIO PINHAL Notícia da edição impressa de 13/02/2020. Alterada em 14/02 às 03h00min

Com criação de abelhas e plantas, Horto atrai veranistas

Local, que propicia visitas agendadas, conta com produção de mel e mais de 40 mil mudas de várias espécies

Local, que propicia visitas agendadas, conta com produção de mel e mais de 40 mil mudas de várias espécies


/MATHEUS BETAT/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Referência no Litoral Norte, o recanto verde pertinho do mar, que já recebe visita de moradores e escolas de vários municípios do Estado durante o ano, tem atraído também veranistas, encantados pela variedade de plantas - para apreciar e também levar para casa. O Horto Municipal, com área de 5 mil metros quadrados, abriga mais de 40 mil mudas de 700 espécies nativas e exóticas, como butiá, araucária, paineira, nêspera, jambolão, papiro, astrapeia, caferana, acerola e graviola, incluindo grande coleção de plantas suculentas.

Com agendamento de horário, a visita é guiada pela bióloga do município que vai explicando sobre a importância das plantas, compostagem, problemas relacionados à geração de resíduos, características de determinadas plantas, entre outras peculiaridades. O horto recebe, também, o público em geral, sem a necessidade de marcar horário, realizando a doação de mudas conforme apresentação do comprovante de pagamento do IPTU, "que é uma forma de recompensa para o munícipe", explica o secretário municipal de Meio Ambiente, Gilson Prestes. O local funciona às segundas, quartas e sextas-feiras, das 8h às 12h e das 13h às 17h.

Para contribuir na educação ambiental, o Horto Municipal conta, a partir deste ano, com a criação de abelhas sem ferrão das espécies jataí e mirim. Diferente da apicultura, que é o cultivo de abelhas com ferrão da espécie europeia, a meliponicultura é a criação de abelhas nativas brasileiras e sem ferrão. Existem mais de 300 espécies no Brasil, e no Rio Grande do Sul são 24 espécies dessas abelhinhas de pequeno porte, que possuem o ferrão atrofiado no abdômen e por isso não podem picar.

A bióloga Aimée Siqueira explica que as abelhas sem ferrão produzem própolis e mel de altíssima qualidade e cada espécie possui um mel específico variando a textura, o sabor, o aroma, a cor, a acidez, entre outras características. Também possuem poder medicinal, mas seus benefícios vão além; por serem nativas brasileiras, possuem um aparelho bucal especializado em polinizar um número muito maior de plantas nativas que as abelhas africanas.

A polinização gera frutos e folhas de mais qualidade, sementes mais numerosas e padroniza o crescimento da planta cultivada, o que facilita na hora da colheita. Ou seja, além dos benefícios diretos (produção de mel e própolis), o benefício indireto gerado para a agricultura e a agrofloresta é o grande potencial dessas abelhas. "Infelizmente, essas espécies estão ameaçadas de extinção, mas a boa notícia é que elas são muito fáceis de cultivar em casa, mesmo por pessoas que apenas se interessam como hobby, pois elas são muito mansinhas", enfatiza a bióloga.

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