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VENÂNCIO AIRES Notícia da edição impressa de 07/01/2020. Alterada em 07/01 às 03h00min

Estiagem obriga o município a decretar situação de emergência

Levantamento feito pela Emater-RS estima que prejuízo aos produtores possa chegar a R$ 40 milhões

Levantamento feito pela Emater-RS estima que prejuízo aos produtores possa chegar a R$ 40 milhões


/LEANDRO OSÓRIO/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Durante dois dias, uma equipe técnica da prefeitura de Venâncio Aires percorreu diferentes localidades do interior do município fotografando e mapeando as áreas mais afetadas pela estiagem de chuva. No primeiro encontro, foram definidas as ações para o levantamento das necessidades e a logística necessária para suprir as propriedades e famílias atingidas. Relatórios foram emitidos pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater-RS), Defesa Civil, secretaria de Desenvolvimento Rural, Sindicato Rural e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais, cruzando dados para a elaboração de um diagnóstico das perdas das principais culturas e o número de produtores rurais que estão enfrentando da falta de água potável.

A partir destes dados, foi formada a base para a elaboração do Decreto de Emergência de Estiagem, que foi classificado em intensidade dois e assinado pelo prefeito, Giovane Wickert ontem. De acordo com dados obtidos através da Emater-RS, a estiagem já causa danos e prejuízos aos produtores rurais de mais de R$ 40 milhões em Venâncio Aires e as perdas quantificadas são consideradas irreversíveis e abrangem mais de 1.500 famílias.

O relatório sobre a falta de chuva aponta os prejuízos nas culturas do milho, tabaco, bovinos de corte, soja, bovinos de leite, arroz, olerícolas, moranga, feijão e pastagem. O fumo possui destaque negativo. Foram atingidos 9.150 hectares, representando uma perda de 14,9% de toda a produção prevista nessa safra. São mais de R$ 31 milhões que deixam de circular nas mãos dos produtores venâncio-airenses que, inevitavelmente, trouxe reflexos para a economia urbana.

 Com o decreto de situação de emergência poderia ser redigidos de maneira menos burocrática, a contratação de serviços, pedidos de auxílio de voluntários e outras ações. A prefeitura trabalha também no auxílio direto aos produtores com dois caminhões-pipa, bem como, máquinas para abertura de reservatórios nas propriedades.

A falta de chuva que assola o município desde dezembro preocupa o Executivo. Por conta disso, a secretaria de Desenvolvimento Rural, Meio Ambiente e a Defesa Civil irão se reunir com os produtores de arroz que utilizam água do Arroio Castelhano e da bacia do Taquari Mirim. O encontro será realizado na quinta-feira, a partir das 14h, no auditório do Parque do Chimarrão.

De acordo com o coordenador da Defesa Civil, Dário dos Santos Martins, a preocupação é tanto com as perdas nas lavouras, mas também com a fauna e a flora aquática. "Então precisamos de uma conscientização quanto a utilização da água dos arroios. É preciso que os arrozeiros otimizem os investimentos", afirmou.

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