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NOVO HAMBURGO Notícia da edição impressa de 02/12/2019. Alterada em 02/12 às 03h00min

Feevale e município promovem estudo sobre focos de dengue

Projeto visitou cerca de cinco mil imóveis e, de acordo com dados, cerca de 10,3 mil focos foram eliminados

Projeto visitou cerca de cinco mil imóveis e, de acordo com dados, cerca de 10,3 mil focos foram eliminados


/FLAVIA DE QUADROS/ARQUIVO/CIDADES

A Universidade Feevale realizou o evento "10 anos do Convênio de Prevenção e Combate à Dengue: passado, presente e futuro", em parceria com a prefeitura de Novo Hamburgo. No encontro, foram abordadas questões sobre o mosquito aedes aegypti e às doenças relacionadas a ele, bem como apresentado um histórico dos trabalhos realizados pela instituição, com destaque à produção de conteúdo científico e dados gerados por pesquisadores e acadêmicos da universidade.

O projeto visitou cerca de cinco mil imóveis por semana e manteve monitorado 80 locais, cuja infestação do mosquito poderia ocorrer. O estudo chegou a conclusão que cerca de 10,3 mil focos de criadouros foram eliminados a partir da presença dos agentes nos bairros. 

Para o pró-reitor de Pesquisa, Pós-graduação e Extensão da Feevale, João Sganderla Figueiredo, é muito importante ter uma parceria de política pública consolidada como essa. "O projeto, por toda a pesquisa e extensão que fazemos com ele, está para além de um serviço: está na confiança das pessoas que nos recebem em suas casas, nos riscos que nossos graduandos têm ao visitar os locais; é um projeto de coragem, de força, e os resultados que temos, em nível nacional, é impressionante. Parabéns a todos os envolvidos", diz. 

De acordo com o biólogo Paulo Henrique Schneider, coordenador do projeto, o vírus da dengue se tornou, ao longo dos anos, um grande problema de saúde pública no Brasil. "Isso se deve, muito, em razão do clima quente e úmido, que forma condições ideais para proliferação do Aedes aegypti, o mosquito transmissor da doença", explica. "Soma-se a isso o aparecimento do vírus chikungunya, em 2014, e o vírus zika, em 2015, transmitidos pelo mesmo vetor. Essas doenças tiveram rápida dispersão, tendo sido registradas em todos os estados brasileiros a partir do ano de 2016", relata.

Conforme Schneider, o crescente número de pessoas infectadas está diretamente ligado ao aumento do transmissor das doenças que, em 2019, só no Estado do Rio Grande do Sul, já foi identificado em 375 municípios. Esse aumento nos focos do mosquito transmissor tem se tornado uma das principais preocupações dos gestores públicos do Estado e, também, do município de Novo Hamburgo, em razão da grande densidade de mosquitos dentro dos limites territoriais.

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