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CAXIAS DO SUL Notícia da edição impressa de 28/11/2019. Alterada em 28/11 às 03h00min

Estudo mostra reincidência em casos de agressão contra mulheres

Francine Roso percebe que houve aumento na procura por registro de Boletins de Ocorrência em delegacias

Francine Roso percebe que houve aumento na procura por registro de Boletins de Ocorrência em delegacias


/JOÃO PEDRO BRESSAN/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Mais de 70% das mulheres atendidas pelo Centro de Referência da Mulher (CRM), em Caxias do Sul, já foram agredidas mais de uma vez pela mesma pessoa. O dado faz parte de Cenário da Violência Doméstica e Familiar de Caxias do Sul, apresentado durante o lançamento da campanha 16 dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres

Segundo os dados da coordenadoria, 382 mulheres foram atendidas pelo CRM no primeiro semestre de 2019, gerando 1239 atendimentos, tanto presenciais como indiretos. Quase metade das vítimas já haviam sido atendidas em anos anteriores. O levantamento mostra ainda que a maioria dos atendimentos foram para vítimas que têm ensino fundamental incompleto. Das 382 mulheres atendidas, 103 têm renda de até um salário mínimo, 129 recebem entre um e dois salários mínimos, e 33 mulheres recebem de dois a três salários. A maioria delas  têm um emprego formal, possuindo uma renda fixa.

A faixa etária mais atendida é a dos 30 a 39 anos. No total, 181 vítimas foram agredidas em suas casas. Três entre quatro vítimas decidiram por registrar Boletim de Ocorrência após o fato. "Para nós, isso é algo positivo, pois demonstra que as mulheres estão mais encorajadas a realizar denúncias", afirma Franciele Roso, diretora de Proteção Social do município.

Franciele Roso salienta ainda que o objetivo da campanha é criar engajamento preventivo como forma de enfrentamento à violência. "Estamos com uma programação de mais de 10 eventos ao longo dos 16 dias. Os eventos incluem capacitações e treinamentos para a Rede de Proteção, mas, além disso, também queremos ir para a comunidade, escutar a população e entender quais as necessidades das mulheres caxienses", ressalta.

O evento também contou com o lançamento da 2ª edição do Calendário da Rede de Proteção à Mulher, formada por diversas instituições públicas e privadas. "Nosso objetivo é estar no lar das mulheres, porque o calendário é algo que ela vai olhar todos os dias. Assim, ela vai ter aceso fácil aos serviços da Rede com telefone para contato. É um canal direto de divulgação. O calendário traz ainda 12 conquistas femininas. Nós não podíamos estudar, não podíamos votar, não podíamos pedir divórcio, nem praticar esportes. Com o calendário, também procuramos lembrar que muitas mulheres lutaram para que pudéssemos estar aqui hoje, falando sobre esse assunto", explica Janete Thomé, titular da Coordenadoria da Mulher

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