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PELOTAS Notícia da edição impressa de 02/10/2019. Alterada em 03/10 às 03h00min

Município registra menor índice de gravidez precoce em 20 anos

De janeiro a julho deste ano, foram contabilizados 208 casos entre adolescente, 103 a menos do que em 2018

De janeiro a julho deste ano, foram contabilizados 208 casos entre adolescente, 103 a menos do que em 2018


/MAURO SCHAEFER/ARQUIVO/CIDADES

Pelotas registrou, em 2018, o menor índice de gravidez precoce em 20 anos. O dado foi divulgado no 1º Encontro de Estratégias para Prevenção da Gravidez na Adolescência no município, organizado pelo Pacto Pelotas pela Paz. O evento reuniu cerca de 60 profissionais das redes de Saúde, Educação e Assistência Social, entre médicos, enfermeiros, professores, orientadores, psicólogos e assistentes sociais.

De acordo com a coordenadora do programa, Carmem Viegas, o objetivo é transcender os muros das instituições e trabalhar, cada vez mais, em rede e de forma intersetorial, com vistas a intensificar o declínio destes indicadores. As ações de prevenção no ano passado refletiram na menor taxa registrada nas últimas duas décadas: 12,1%. O valor é referente à porcentagem de bebês com mães adolescentes, com idades de 10 a 19 anos, em relação ao número de nascidos ao ano.

O mapeamento dos casos de gravidez identificou que a incidência não está concentrada em uma região específica da cidade, considerando a existência de episódios em todos os bairros de forma homogênea. Até agora, o ano de 2019 também aponta uma redução significativa nos indicadores. Enquanto de janeiro a julho de 2018, 311 casos de gravidez precoce foram registrados entre as 2.474 gestações no município (12,6%), o mesmo período deste ano indica 208 casos dos 2.095 (9,9%)

Mesmo com a redução gradativa - desde 2013, os índices apenas diminuem -, o número de meninas e meninos envolvidos em gestações precoces ainda preocupa a prefeitura. No ano passado, nasceram 502 bebês com mães adolescentes. O aspecto é um dos fatores de risco ligados à violência que o Pacto Pelotas pela Paz busca enfrentar, por meio da difusão de conhecimento e da informação, especialmente, nas escolas. Para a secretária de Saúde, Roberta Paganini, o trabalho em rede é fundamental para encontrar melhores resultados.  "Ter um filho é uma grande responsabilidade e traz muitos desafios, sobretudo aos adolescentes que, devido à idade, não estão preparados, até mesmo por uma questão biológica", afirmou.

O programa do Pacto também está voltado para outros aspectos da proteção com a primeira infância, entre eles a erradicação do sub-registro civil, a atualização e consolidação do fluxo de atendimento a menores vítimas de violência - que envolve o Ministério Público, a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente e o Conselho Tutelar - e o fortalecimento de vínculos familiares.

No ano passado, com a meta de instrumentalizar os professores das redes de ensino municipal e estadual, a prefeitura preparou dois materiais gráficos para os profissionais debaterem o tema em sala de aula: um guia aos estudantes e um jornal para os professores. Aos alunos da rede de ensino, foram destinados cerca de 25 mil exemplares do material e, aos docentes, aproximadamente 3 mil.

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