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BENTO GONÇALVES Notícia da edição impressa de 10/09/2019. Alterada em 10/09 às 17h38min

Uma nova identidade para a história do Centro de Bento Gonçalves

Antigo prédio da Vinícola Salton, construído em 1910, será transformado em área comercial e residencial

Antigo prédio da Vinícola Salton, construído em 1910, será transformado em área comercial e residencial


JOÃO DIENSTMANN/ESPECIAL/CIDADES
João Dienstmann
O histórico prédio da Vinícola Salton, no Centro de Bento Gonçalves, que, de 1910 a 2004, abrigou as atividades de produção de uva e vinho da empresa, ganhará uma nova cara, com outra atividade. A união de quatro empresas transformará o histórico local em um shopping a céu aberto e torres residenciais, com apartamentos de alto padrão. A previsão de entrega para a área comercial está prevista para maio de 2021, enquanto os apartamentos devem ficar para o ano seguinte. O investimento feito pelos construtores deve atingir R$ 147 milhões.
Uma das principais marcas do Estado na vitivinicultura, a Salton precisou encerrar as atividades da fábrica, localizada no coração da cidade, em um quarteirão composto pelas ruas Marechal Deodoro, Doutor Montauri, Barão do Rio Branco e General Gomes Carneiro há 15 anos. Mudou-se para o distrito de Tuiutí para continuar com suas atividades e deixou o prédio sem utilidade. Com a fachada tombada pelo patrimônio histórico, a viabilidade de projetos se tornou reduzida devido ao alto custo. Foi então que os sócios Pedro Antônio Reginato, Antônio Poletto, Célio Parisotto e José Angelo Schuwartz se uniram e fizeram um projeto para o local. Reginato conta que, inicialmente, a ideia era "economicamente inviável" e que, após modificações, passou a ser possível.
Ele ainda detalha que a família que detinha a posse da área estava receosa do futuro da fábrica. Queriam a manutenção da história - ao menos, em parte - do que fora construído ao longo de um século. Por isso, as fachadas da Dr. Montauri e da Marechal Deodoro permanecerão intactas, preservando a arquitetura do local. Além disso, a chaminé da fábrica também será mantida. "Mais do que a confiança econômica e turística, temos que ter a confiança social para esse tipo de obra. Os Salton ficarão felizes de ver que manteremos parte do legado deles e da cidade", afirma Pedro Reginato que, além de sócio, é o porta-voz do consórcio para construção do Piazza Salton, nome do conjunto de lojas e residências.
Um dos pontos que ajudaram a levar à frente o projeto foi, também, a junção das empresas. Cada qual com sua expertise, os empresários particionaram as obrigações da obra e, assim, adequaram os custos a um valor possível para dar andamento. O empreendimento está passando pelo processo de fundações e, somente nesse ponto, já foram aplicados mais de R$ 10 milhões. A justificativa para o alto custo, segundo o porta-voz, é pelo fato de a topografia de Bento Gonçalves exigir remoção de rochas na maioria das obras.
Serão construídos 37 mil metros quadrados, dos quais 10 mil metros quadrados irão para a área comercial. O empreendimento contará com uma praça central multiuso, cercada por megalojas e com um estacionamento rotativo e coberto de mais de 1,5 mil vagas por dia. Seguindo conceitos da arquitetura inclusiva, que une tradição e modernidade, o complexo terá, ainda, uma enoteca, um espelho d'água no entorno da chaminé centenária e um parque infantil. Lojas e escritórios boutique, grandes redes de vestuário, calçados e restaurantes, além de marcas consagradas de fast food, desejadas pelo público local, estão confirmadas. Renner, Mc Donald's, Pittol e uma loja que irá comercializar produtos da rede de cafés Starbucks são algumas das atrações já confirmadas.

Empreendimento quer se tornar ponto turístico e aposta em mix para atrair clientes

Reginato vê o município como 'a bola da vez' para fomentar o turismo

Reginato vê o município como 'a bola da vez' para fomentar o turismo


/JOÃO DIENSTMANN/ESPECIAL/CIDADES

A ideia de criar um estabelecimento que une comércio e história é visto como a oportunidade de trazer para Bento um outro tipo de turista. Conhecida pelo enoturismo e por atrações que remetem à cultura italiana, a cidade quer se inserir também no turismo comercial. Para isso, Reginato afirma que está trabalhando com a secretaria de Turismo local a inserção do Piazza Salton, quando pronto, dentro do roteiro das excursões. No ano passado, o município registrou um fluxo de 1,5 milhão de visitantes, isso sem contar em um contingente de mais de 1 milhão de moradores na Região Metropolitana de Caxias do Sul. "Bento, hoje, é a bola da vez no turismo", analisa.

A aposta é criar um mix de lojas atrativas e, ao mesmo tempo, com a mescla de marcas consagradas com empreendimentos locais. A questão de sustentabilidade também será abordada, com uso de luz natural - o shopping será a céu aberto - e as técnicas construtivas de sustentabilidade como energia renovável, iluminação de LED, reaproveitamento da água da chuva, muros e telhados verdes. O conceito é inspirado em empreendimentos de fora do País, cujo intuito é ajudar o meio ambiente e diminuir custos aos parceiros.

Um outro ponto destacado por Reginato é a forma de comercialização das lojas. Ao invés de vender lotes, a empresa que gerencia as locações venderá participações aos empresários. Com isso, é possível adequar a loja ao tamanho que lhe interessa e receber no futuro parte dos lucros de atividades extras do Piazza. "Se tivermos um show, uma exposição, um lançamento de automóvel no local, cada um dos participantes receberá um extra por isso. É um modelo salutar de negócios", analisa.

Já os residenciais contam com apartamentos entre 132 e 152 metros quadrados. Todos contam com três suítes, duas vagas de estacionamento e serão entregues com piso aos compradores. O Residencial Paulo Salton terá com 55 apartamentos e contará amplas áreas de lazer no condomínio.

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