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PELOTAS 13/08/2019 - 03h28min. Alterada em 13/08 às 03h00min

Escola de iniciação agrícola começa atividades na zona rural

Legumes, verduras e frutas plantadas pelos estudantes são utilizadas, posteriormente, na merenda escolar

Legumes, verduras e frutas plantadas pelos estudantes são utilizadas, posteriormente, na merenda escolar


/MICHEL CORVELLO/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Aulas de técnicas agrícolas, robótica, culinária, produção textual, educação ambiental e reforço de Matemática compõem a nova realidade de ensino proporcionada pela Escola de Ensino Fundamental (Emef) Dona Maria Joaquina, o primeiro educandário municipal de iniciação agrícola em turno integral de Pelotas. Cerca de 100 estudantes aderiram à rotina diferenciada de aprendizado e aprovaram a experiência.

Em quase um hectare de área cultivada, nos fundos do educandário, está o diferencial da Dona Maria Joaquina. Uma horta e um pomar que dão origem a saborosos legumes, verduras e frutas, todos sob os cuidados atenciosos dos alunos, que participam dos processos de plantio, colheita, lavagem, corte e embalagem. Os kits compostos por abóbora, cenoura, aipim, couve, batata-doce e chuchu, com aproximadamente 750 gramas, são aproveitados na merenda escolar, consumidos na casa dos alunos e comercializados pela instituição.

A horta representa um novo espaço pedagógico, onde diversas disciplinas são trabalhadas a partir da atividade agrícola, como Matemática e Ciências. "Sempre explicamos o valor nutricional de cada hortaliça e reforçamos que é possível ter uma experiência como essa sem usar agrotóxicos", disse o professor de Técnicas Agrícolas, Claudenir Prestes, mencionando a importância dos alunos levarem esse conhecimento para suas casas.

Adubação orgânica, compostagem, semeadura, irrigação, apicultura e elaboração de canteiros integram o cronograma de ensino repassado nas aulas em meio à natureza. "É uma terapia trabalhar aqui, desestressa e me faz muito bem", contou o educador que leciona há quase três décadas.

O primeiro protótipo construído pelos alunos neste mês - uma aranha - representa o principal objetivo do projeto de robótica da escola: trabalhar com materiais recicláveis e associar o conhecimento da tecnologia à realidade dos estudantes. Neste caso, eles foram estimulados a pesquisar sobre a articulação do animal, seu habitat e alimentação, a fim de transferir o estudo para a prática na criação do robô. A ciência também vem sendo empregada em aulas de programação. A ideia também é conectar esses conhecimentos ao aprimoramento das técnicas agrícolas, em relação à irrigação e à umidade do solo, por exemplo.

Complementam o cronograma de ensino, no turno integral, aulas referentes à educação ambiental - que abordam a importância da reciclagem, do descarte correto de lixo e da preservação do meio ambiente -, além de reforço para matérias pontuais e atividades esportivas.

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