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CAXIAS DO SUL Alterada em 08/07 às 03h00min

Prédio histórico se transforma em espaço de coworking

Construído na década de 1940 e tombado pelo patrimônio histórico, edificação receberá empresas locais

Construído na década de 1940 e tombado pelo patrimônio histórico, edificação receberá empresas locais


/LUCIANA CORSO GALIOTTO/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Foi inaugurado, na semana passada, em Caxias do Sul, o Colavoro Sanvitto, espaço de coworking estrategicamente localizado em um casarão tombado pelo patrimônio histórico municipal bem no Centro da cidade. Com a vocação de absorver demandas dos mais variados segmentos culturais e de mercado, o espaço colaborativo vai oferecer auditório, salas de reunião e multifuncionais, espaço para exposições, estacionamento e jardim em um ambiente integrado à história.

O Colavoro Sanvitto surge da ideia de garantir um destino proficiente ao prédio de significativo valor histórico construído de 1943 a 1946, na avenida Júlio de Castilhos, entre as ruas Garibaldi e Visconde de Pelotas. "A iniciativa vai democratizar o acesso a um espaço que muitos gostariam de ter entrado antes", resume o arquiteto Renato Solio, que orientou a família sobre as intervenções no patrimônio após o processo de tombamento, aprovado em 2015.

O único prédio residencial de Caxias planejado pelo arquiteto Vitorino Zani (1900-1960), que projetou a Igreja São Pelegrino, terá à disposição espaços colaborativos equipados com modernos sistemas de tecnologia, informação e segurança. No subsolo haverá um restaurante, e nos dois primeiros pavimentos, os espaços funcionais, além de área para eventos e exposições culturais. Tudo decorado de forma harmônica e receptiva. "Os ambientes rompem com a tradição dos coworkings que sugerem essa urgência dos dias atuais, esse nervosismo moderno onde tudo deve ser feito às pressas. Queremos oferecer aconchego e convivência em pleno centro da cidade", ressalta Fernanda Sanvito Andreazza, sócia no empreendimento com as irmãs Gisele Sanvito Andreazza Corso e Graziela Sanvito Andreazza Ramos. A adequação do termo em inglês "working" para "lavoro" (trabalho, na tradução livre em italiano) reforça essa proposta e diferencial.

Os trabalhos de preparo do Colavoro Sanvitto iniciaram-se há um ano. Das primeiras análises até os detalhes finais surgiram espaços sanitizados, humanizados, adaptados e adequados para a oferta de boas condições às atividades propostas. A intenção é que o empreendimento possa vir a contribuir culturalmente com a cidade, tornando-se um espaço ativo, dinâmico, voltado a eventos, reuniões, exposições, oficinas e palestras, além de atividades técnicas e educativas.

A recuperação e a reconstituição arquitetônica do casarão demandaram muita observação a fim de harmonizar a identidade visual original com atributos contemporâneos. O desafio exigiu de uma equipe de arquitetos comandada por Bernadete Corso Gazzi desde visita a "cemitérios de cerâmica" até estudos de materiais de substituição, luz e cor. "Há salas onde o piso é de marfim", exemplifica Bernadete, destacando que todas as intervenções feitas preservaram a "personalidade" do casarão. "A memória está mantida com respaldo nos preceitos científicos do restauro: reversibilidade, distinguibilidade e mínima intervenção", observa a arquiteta. "É uma das residências mais representativas do conjunto arquitetônico e histórico que compõe a paisagem urbana ao longo da avenida Júlio de Castilhos. Trata-se de uma obra única, de caráter artístico", complementa Renato Solio.

No subsolo, funcionará um café que irá primar por uma alimentação saudável e autoral, fazendo uma fusão entre as receitas da tradição culinária das regiões da Itália e releitura de receitas locais. A proposta é servir alimentos frescos e ingredientes de proveniência regional, preferencialmente de pequenos produtores rurais orgânicos.

O novo local servirá para novos empreendedores trocarem ideias e sacramentarem negócios, além de propiciar experiências. Palestras e eventos estão em pauta, e pretendem atrair pessoas de toda a cidade para discutir as novidades.

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