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Alterada em 11/06 às 03h00min

ESTRELA: Mobilização quer evitar transmissão de DSTs para bebês

Equipe do Serviço de Assistência Especializada realiza campanhas periódicas focadas na prevenção

Equipe do Serviço de Assistência Especializada realiza campanhas periódicas focadas na prevenção


/RODRIGO ANGELI/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Segundo o Ministério da Saúde (MS), o Rio Grande do Sul está entre os estados com maior taxa de incidência de Aids do País. E a taxa de detecção de gestantes com HIV e crianças menores de cinco anos vivendo com HIV/Aids está acima da média nacional, em números só superados por outra doença em constante crescimento também entre as gestantes: a sífilis. Atento a isso, o Serviço de Assistência Especializada (SAE HIV/Aids) de Estrela já realiza campanhas de prevenção, evidenciando a importância e incentivando a realização de exames prévios entre parceiros de gestantes para identificar a necessidade do uso de medicamentos (antirretrovirais), a fim de diminuir as chances de transmissão para os bebês intraútero e recém-nascidos.

A preocupação local, segundo a coordenadora do SAE, Maria de Lourdes Oliveira Wermann, parte de dados e estatísticas que mostram que em Estrela ocorreu uma queda significativa na realização destes testes de triagem. "Atualmente, mais de 75% dos parceiros de gestantes acompanhadas pela Rede Pública de Saúde não realizam, em nenhum momento, teste para HIV e sífilis. Inexistem dados oficiais relacionados aos atendimentos da rede privada de saúde, mas, segundo relatos de mulheres gestantes da rede privada, a solicitação dos testes para os parceiros nem sempre é realizada ou orientada", diz. "Assim, o foco da mobilização está voltado aos parceiros de gestantes, visto que a maioria acaba não realizando os testes sorológicos necessários durante o pré-natal e desconhecem o impacto destes cuidados para a vida do bebê", ressalta.

De acordo com os dados do SAE, baseados em relatórios do MS e estudos técnicos, uma gestante portadora do vírus HIV que não faz uso de medicamentos antirretrovirais tem taxa de transmissão da doença para seu bebê entre 25% e 30%. E, deste percentual, 25% é transmissão intraútero e 75% refere-se à transmissão intraparto. Mas o diagnóstico precoce associado ao uso de antirretrovirais na gestação ou no recém-nascido e outras técnicas, como a profilaxia no momento do parto, podem reduzir a transmissão do HIV para menos de 1%.

Por outro lado, nas gestantes com sífilis não tratadas, cujo parceiro não realizou o tratamento necessário em conjunto, os casos de aborto espontâneo, de feto morto ou morte perinatal ocorre em aproximadamente 40% dos bebês infectados durante a gestação. "Quando não realizado na gestação, ou se o parceiro e a gestante se negam a realizar testes de triagem do HIV no momento do parto, temos um fator impeditivo de adoção de medidas que reduzam significativamente a transmissão perinatal do HIV. Já nos casos diagnosticados precocemente, no qual a gestante fez uso da medicação, há uma redução significativa no risco da transmissão vertical de 27% para 10%", explica ela.

Com o objetivo de qualificar a assistência à saúde da gestante e do bebê, expandindo o cuidado ao parceiro, independentemente do tipo de convênio, o SAE Estrela está realizando contato com os profissionais médicos obstetras do município na intenção de incentivar a solicitação desses testes a todos os parceiros de mulheres gestantes no primeiro e último trimestres gestacionais. As Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Estrela já reforçam, junto às gestantes, a relevância da participação dos parceiros nos exames de pré-natal. O SAE de Estrela também realiza testagens rápidas em pacientes com suspeita para HIV, sífilis, HCV e HBV. Os exames são realizados de segunda a sexta-feira, das 7h às 13h, sem fechar ao meio-dia.

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