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15/05/2019 - 03h34min. Alterada em 15/05 às 14h41min

SANTO ÂNGELO: Prefeitura apresenta à comunidade estudo sobre a água

Foram recolhidas amostras de poços artesianos e questionários sobre esgotamento sanitário dos moradores

Foram recolhidas amostras de poços artesianos e questionários sobre esgotamento sanitário dos moradores


/VINICIUS THORMANN/DIVULGAÇÃO/CIDADES
Foi apresentado aos moradores das comunidades do interior de Santo Ângelo, na semana passada, as análises realizadas pela Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Vigiagua), a partir de amostragem da água dos poços artesianos e de questionários sobre o esgotamento sanitário e do manejo de resíduos sólidos, para a revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico, voltado ao saneamento rural.
De acordo com o prefeito Jacques Barbosa, este estudo foi feito a partir da preocupação do Governo Municipal com a qualidade da água consumida pela população rural. "A partir do momento em que tivemos informações de que a água que abastece as comunidades rurais apresentava indicadores de potabilidade não recomendados para o consumo, determinamos que a equipe técnica realizasse uma investigação completa para verificar os motivos e principalmente, encontrar soluções para resolver esta situação.", pontuou.
Este projeto é pioneiro no Rio Grande do Sul, e foi realizado para que as comunidades do interior tenham acesso a serviços de saneamento de qualidade, que possam ser realizados de maneira continuada e planejada seguindo critérios técnicos. O secretário de Meio Ambiente, Francisco da Silva Medeiros, explicou que por meio dos dados do diagnóstico, foram formuladas alternativas, metas e investimentos para sanar os problemas encontrados. "Nós estamos buscando uma solução para ajudá-los, mas é importante que tenhamos o apoio de todas as comunidades para que consigamos alcançar melhores resultados", explicou.
Por meio dos dados foi possível identificar 79 poços em uso no interior, deste número, 29 ainda utilizam o reservatório de ferro que não é indicado, pois pode apresentar risco à qualidade da água, e 50 já passaram a utilizar o reservatório de fibra. Para saber quais poços precisam de ações emergências foi estabelecido um parâmetro, constando o grau e a pontuação de cada um, a partir dos seguintes itens: potabilidade; empreendimento poluidor; calçada ao redor do poço; distância até a fossa mais próxima; cobertura do poço; cercamento; clorador; a qualidade segundo os consumidores e tampa.
Outro assunto abordado na reunião foi o esgotamento sanitário, em um questionário realizado pelas equipes, com os moradores, foi constatado que 43% utilizam a fossa séptica, 4,1% o sumidouro, 1,71% destina seu esgoto diretamente no rio, 49,15% usa poços secos ou abandonados como sumidouros (fossas negras) e 2,04% destinam a céu aberto. Uma das metas estabelecidas para este ano, é o investimento de R$ 20 mil em campanhas para conscientizar os moradores a realizarem o esgotamento da forma correta, com o sistema de fossa, filtro e sumidouro, dessa forma, os dejetos não correm risco de contaminar poços e rios.
Para 2019 estão traçadas algumas metas que receberão investimentos de R$500 mil por meio do Fundo de Gestão Compartilhada, CORSAN, Programa Integrado de Saneamento Básico e Resíduos Sólidos (RESsanear), Ministério Público do Estado e recursos do município. Entre estas metas estão à limpeza e destinação correta dos lodos de fossas, diagnóstico de destinação de esgoto sanitário próximo aos poços de abastecimento de água, tamponamento de antigos poços de abastecimento usados como esgoto doméstico, educação ambiental nas escolas e comunidades, instalação de hidrômetros, monitoramento da qualidade da água, manutenção dos cloradores danificados e o isolamento sanitário dos poços.
 
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