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Notícia da edição impressa de 14/01/2019. Alterada em 14/01 às 01h00min

SANTA CLARA DO SUL: Produtores do município recebem certificação orgânica

Programa visa construir uma cultura de consumo e produção de alimentos saudáveis

Programa visa construir uma cultura de consumo e produção de alimentos saudáveis


RAFAEL SIMONIS/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Os primeiros 13 produtores dos 30 que integram o Programa Santa Clara Mais Saudável tiveram as suas propriedades certificadas como orgânicas na última quarta-feira, em evento realizado no centro administrativo. A partir de agora, os agricultores poderão vender os seus produtos com o selo máximo de qualidade.

Os certificados foram expedidos pela Rede Ecovida, que realizou as visitas técnicas de avaliação nos meses de outubro e novembro do ano passado, em uma parceria com o Centro de Apoio e Promoção da Agroecologia (Capa) de Santa Cruz do Sul, por meio do sistema participativo de certificação.

Segundo o técnico agrícola do Capa, Augusto Weber, o envolvimento do poder público tem sido fundamental para o sucesso do programa. "A parceria do governo municipal com os produtores é um dos diferenciais de Santa Clara do Sul em comparação a outras cidades que cultivam orgânicos", salientou. Weber também adiantou que alguns produtores do município serão convidados a integrar a comissão de ética para começar a participar do processo de certificação em outras regiões.

A coordenadora do Capa, Melissa Lenz, destacou que esse foi o evento com mais agricultores certificados de uma única vez nos 40 anos de história da entidade. "Trata-se de um momento extremamente importante e que é possível devido ao investimento da administração municipal, que oferece toda a estrutura necessária para que o programa se fortaleça cada vez mais", frisou.

Representando as famílias certificadas, a agricultura Vera Immich agradeceu ao governo municipal, Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Rede Ecovida, Capa e a todos que auxiliaram na concretização de mais essa etapa. Ainda, enalteceu o comprometimento de todos os produtores integrantes do programa, que tem se esforçado para produzir e oferecer produtos saudáveis e de qualidade à população.

Para o secretário municipal de Infraestrutura, Edson Mallmann, trata-se de um momento emblemático para Santa Clara do Sul. "Já alcançamos várias etapas importantes, com destaque para a inauguração da nossa feira de alimentos saudáveis. E agora temos a alegria de ver as primeiras famílias sendo certificadas, o que exigirá ainda mais comprometimento e dedicação dos nossos produtores e do governo municipal", comentou.

O prefeito Paulo Kohlrausch parabenizou todos os envolvidos no programa, que tem se destacado pela consistência e resultados alcançados. "Passou-se apenas um ano e meio desde o lançamento do projeto, e já estamos certificando os primeiros produtores", comemorou. Para ele, a certificação é um reconhecimento ao trabalho desenvolvido em conjunto entre governo municipal e produtores. "O que aumenta a responsabilidade de entregar um produto de qualidade, sem agrotóxicos", reforçou.

Kohlrausch também informou a realização da 4ª SantaFlor em setembro deste ano, que terá na produção agroecológica o tema principal. "A feira será uma referência em discussão da agroecologia por meio de palestras, cursos e workshops. Mais do que vender alimentos orgânicos, queremos difundir o conceito de sustentabilidade", observa.

O Programa Santa Clara Mais Saudável visa construir uma cultura de consumo e produção de alimentos saudáveis em Santa Clara do Sul, tornando-se referência no setor. Com produtos orgânicos, livres de agrotóxicos, o governo municipal promoverá saúde e qualidade de vida à população. Outro objetivo é estimular a educação alimentar, fazendo com que as pessoas sejam mais exigentes ao comprarem alimentos. E o terceiro eixo é a sustentabilidade, tanto ambiental quanto econômica.

A exemplo de 2006, quando Santa Clara do Sul diversificou a economia com o cultivo de flores, o enfoque, agora, é gerar mais renda aos produtores e ao município a partir da agroecologia. Com um setor primário forte, a administração terá mais recursos para investir em melhorias à comunidade. Trata-se, ainda, de uma opção de sucessão rural, pois o projeto oferecerá subsídios aos jovens ficarem no campo. E o melhor de tudo: sem agredir a natureza.

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