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Relações Internacionais

- Publicada em 11/01/2022 às 20h19min.

Rússia e EUA mantêm impasse sobre Ucrânia

Kremlin garantiu que não há plano de invadir a Ucrânia

Kremlin garantiu que não há plano de invadir a Ucrânia


MLADEN ANTONOV/AFP/JC
Diplomatas russos e norte-americanos reviveram na segunda-feira os melhores momentos da Guerra Fria em negociações a portas fechadas em Genebra. No cardápio, o tema principal foi o futuro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e o destino da Ucrânia, ameaçada pela mobilização de 100 mil soldados da Rússia na fronteira. Após oito horas, os dois lados descreveram o diálogo como "útil" e "profissional", mas sem avanços na posição dos dois países.
Diplomatas russos e norte-americanos reviveram na segunda-feira os melhores momentos da Guerra Fria em negociações a portas fechadas em Genebra. No cardápio, o tema principal foi o futuro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e o destino da Ucrânia, ameaçada pela mobilização de 100 mil soldados da Rússia na fronteira. Após oito horas, os dois lados descreveram o diálogo como "útil" e "profissional", mas sem avanços na posição dos dois países.
Rússia e EUA têm visões diferentes sobre o tabuleiro geopolítico da Europa. Moscou vê como uma ameaça o avanço da Otan em direção a sua fronteira e exige garantias de que Ucrânia e Geórgia, duas ex-repúblicas soviéticas, jamais serão aceitas na aliança militar - como querem os norte-americanos. Washington considera a expansão da organização crucial para a segurança europeia.
Mas a lista de exigências do presidente russo, Vladimir Putin, é ainda mais ambiciosa. Ele quer que a Otan rejeite qualquer cooperação militar com a Ucrânia e outras ex-repúblicas soviéticas, além de retirar armas e tropas do Leste Europeu, o que desmantelaria a proteção militar da Polônia e dos países bálticos.
Diante das exigências, diplomatas dos EUA temem que o objetivo de Putin seja estipular condições que ele sabe que serão rejeitadas para obter apoio interno e criar um pretexto para uma ação militar na Ucrânia. Outros analistas acreditam que Moscou tenha inflado o risco de guerra para obter concessões dos EUA nas negociações.
No encontro de segunda-feira, os russos disseram que não há plano de invadir a Ucrânia. "Não há razão para temer algum tipo de escalada", afirmou Sergei Ryabkov, vice-chanceler da Rússia, após a reunião. Wendy Sherman, vice-secretária de Estado dos EUA, respondeu com cautela. "O diálogo foi uma chance de melhor compreender o outro e as prioridades de cada um."
Mesmo com a garantia russa, diplomatas europeus e americanos não descartam a possibilidade de invasão da Ucrânia. De acordo com especialistas, a decisão teria de ser tomada em breve, porque a janela para uma ação militar se fecha no final do inverno: o solo congelado começa a derreter em breve, dificultando o avanço dos tanques. Além disso, os soldados russos não podem ser mantidos longe de suas bases por tanto tempo e muitos devem ser substituídos por recrutas mais inexperientes em abril.
A crise levou Rússia e EUA ao momento mais tenso da relação bilateral desde o fim da Guerra Fria, nos anos 90. Para evitar uma guerra, europeus e americanos ameaçam o Kremlin com sanções, que incluem a possibilidade de excluir a Rússia do Swift, o sistema internacional de pagamentos, limitar a capacidade dos bancos russos de converter moedas e impor controles de exportação de tecnologias avançadas de aviação, semicondutores e outros componentes.
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