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Argentina

- Publicada em 16/11/2021 às 20h34min.

Fernández tenta aprovar mais de 100 decretos antes de mudança no Congresso da Argentina

Fernández enfrentará um Congresso com forte paridade entre o partido no poder e a principal oposição

Fernández enfrentará um Congresso com forte paridade entre o partido no poder e a principal oposição


JUAN MABROMATA/afp/jc
Enquanto a oposição argentina comemora a vitória nas eleições legislativas de domingo (14), nas quais foi a mais votada na maioria dos distritos do país, o governo do presidente Alberto Fernández tenta aprovar até o fim da semana 116 decretos urgentes na Câmara dos Deputados. A ideia, segundo o jornal La Nación, é aprovar os decretos na Comissão de Trâmite Legislativo, que a partir do dia 10 de dezembro pode passar para o controle da oposição.
Enquanto a oposição argentina comemora a vitória nas eleições legislativas de domingo (14), nas quais foi a mais votada na maioria dos distritos do país, o governo do presidente Alberto Fernández tenta aprovar até o fim da semana 116 decretos urgentes na Câmara dos Deputados. A ideia, segundo o jornal La Nación, é aprovar os decretos na Comissão de Trâmite Legislativo, que a partir do dia 10 de dezembro pode passar para o controle da oposição.
Os deputados da coalizão de oposição Juntos pela Mudança, à qual pertence o ex-presidente Mauricio Macri, reagiram com indignação. "Novamente, o governo tenta uma tramitação express, sem escutar os setores e atores que serão afetados pelas normas, sem tempo para análises, debates e confronto de opiniões, e vão ditar uma agenda absolutamente alheia às prioridades dos argentinos", disseram líderes opositores ao La Nación.
Deputados e senadores da oposição acreditam que o governo queira usar o tempo que tem - até 10 de dezembro - antes de o Congresso mudar com o resultado das eleições de domingo. A partir desta data, o presidente Fernández enfrentará um Congresso com forte paridade entre o partido no poder e a principal oposição.
A coalizão governista Frente de Todos (peronismo de centro-esquerda) teve uma recuperação em vários distritos em comparação com o revés nas primárias de setembro, mas não foi o suficiente para manter uma maioria simples no Senado (37 de 72 senadores), ao perder seis dos 41 assentos que tinha.
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