Porto Alegre, quarta-feira, 15 de setembro de 2021.
Dia do Cliente.
Porto Alegre,
quarta-feira, 15 de setembro de 2021.
Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Clima

- Publicada em 20h43min, 14/09/2021.

EUA e UE vão anunciar meta de redução de metano em 30% até 2030

Entre as principais fontes emissoras do gás está o setor de petróleo

Entre as principais fontes emissoras do gás está o setor de petróleo


AFP/JC
A pouco menos de um mês da realização da 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, os Estados Unidos e a União Europeia (UE) pactuaram um acordo para reduzir em 30% as emissões de gás metano até 2030, em comparação com os níveis lançados na atmosfera em 2020. A informação foi obtida pela agência de notícias Reuters.
A pouco menos de um mês da realização da 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, os Estados Unidos e a União Europeia (UE) pactuaram um acordo para reduzir em 30% as emissões de gás metano até 2030, em comparação com os níveis lançados na atmosfera em 2020. A informação foi obtida pela agência de notícias Reuters.
A medida é mais um passo dado após ampla pressão da comunidade científica mundial, que têm insistido na relevância do metano para o aquecimento global - relatório recente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) sugere que entre 30% e 50% do aumento das temperaturas se deve a ele.
Conforme a Reuters, o anúncio deve ser feito por autoridades de EUA e UE no final desta semana, durante reunião das principais economias que emitem carbono - uma prévia da COP-26, que será realizada em Glasgow, na Escócia, a partir de 1º de novembro.
Países como Brasil, China, Rússia e Índia figurariam em uma lista de duas dúzias de nações que os EUA e o bloco europeu pretendem pressionar para que se somem à meta de redução das emissões de metano.
Trecho do documento que embasa o acordo divulgado pela agência de notícias argumenta que "a curta vida atmosférica do metano significa que tomar medidas agora pode reduzir rapidamente as taxas de aquecimento global".
Após o aguardado lançamento do relatório do IPCC em meados de agosto, especialistas projetaram que, se as emissões de metano forem reduzidas em 40% ou 45% na próxima década, seria possível limitar em 0,3 grau o aumento da temperatura até 2040 - o Acordo de Paris, documento mais relevante sobre o tema, fixa o objetivo de impedir que o aquecimento global ultrapasse 2º C até 2100 (de preferência, não mais que 1,5º C).
Mesmo durante a pandemia de Covid, com políticas de lockdown e isolamento social que, em alguns casos, mostraram ligeiras diferenças positivas no meio ambiente, as emissões de gases de efeito estufa cresceram em 2020. No caso do metano, de forma ainda mais preocupante: análises da Agência de Administração Oceânica e Atmosférica dos EUA mostram que a quantidade média do gás na atmosfera cresceu 14,7 ppm (partes por milhão) no período, o maior aumento anual desde que a medição começou, em 1983. No caso do dióxido de carbono, o aumento foi de 2,6 ppm.
Os planos a serem traçados para consolidar a meta de redução das emissões de metano estariam voltados para as principais fontes emissoras do gás: os setores de petróleo e gás, as atividades agrícolas e os aterros sanitários.
Comentários CORRIGIR TEXTO
Conteúdo Publicitário