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Coreia do Norte

- Publicada em 16h39min, 30/06/2021. Atualizada em 16h52min, 30/06/2021.

Demissão de funcionários de alto escalão é indicativo de que há Covid-19 na Coreia de Norte

Kim Jong-un demitiu vários membros da elite do Partido dos Trabalhadores por causa de um 'grave incidente'

Kim Jong-un demitiu vários membros da elite do Partido dos Trabalhadores por causa de um 'grave incidente'


STR/KCNA VIA KNS/AFP/JC
Dois dias depois de ter afirmado à Organização Mundial da Saúde (OMS) que não havia casos de Covid-19 na Coreia do Norte, o ditador Kim Jong-un demitiu vários membros da elite do Partido dos Trabalhadores por causa de um "grave incidente" relacionado ao coronavírus, "que criou uma grande crise para o segurança do país e de seu povo".
Dois dias depois de ter afirmado à Organização Mundial da Saúde (OMS) que não havia casos de Covid-19 na Coreia do Norte, o ditador Kim Jong-un demitiu vários membros da elite do Partido dos Trabalhadores por causa de um "grave incidente" relacionado ao coronavírus, "que criou uma grande crise para o segurança do país e de seu povo".
O expurgo inclui membros do órgão máximo de decisão - o chamado "presidium" -, segundo a agência de notícias estatal KCNA, e "uma importante figura militar", segundo a NK News, corresponde a uma admissão de que há Covid-19 na Coreia de Norte, segundo dissidentes ouvidos pela agência francesa AFP na Coreia do Sul.
Em uma reunião do comitê executivo do partido governante, na terça-feira (29), Kim afirmou que os funcionários responsáveis "negligenciaram decisões importantes do partido, que apelou por medidas organizacionais, materiais, científicas e tecnológicas para apoiar o trabalho antiepidêmico prolongado em face de uma crise de saúde global".
Um deles, o pesquisador do Instituto Mundial de Estudos da Coreia do Norte em Seul Ahn Chan-il, afirmou que a divulgação pela agência estatal norte-coreana das advertências feitas por Kim indica que o país precisa de ajuda internacional. "Caso contrário, eles não teriam feito isso, pois inevitavelmente envolve o reconhecimento do próprio fracasso do regime em seus esforços antiepidêmicos", afirmou Ahn.
A última vez que a Coreia do Norte admitiu publicamente um possível surto de Covid-19 foi em julho de 2020, quando um homem cruzou a mais patrulhada fronteira do país, com a Coreia do Sul. A cidade de Kaesong, onde ficam as principais bases de controle de fronteira, ficou fechada por 20 dias. Um suposto surto, porém, não foi confirmado oficialmente.
Para evitar a entrada da Covid-19, desde o começo da pandemia, a Coreia do Norte, já então considerada o país mais fechado do mundo, isolou-se ainda mais, proibindo todas as viagens internacionais, inclusive para a China e a Rússia, e restringindo as domésticas.
Também não há certeza sobre os dados relatados pelo país à OMS, sobre o estágio da pandemia. O relatório semanal da entidade não tem, por exemplo, informações sobre quantos norte-coreanos estão em quarentena, dado não compartilhado pela ditadura desde dezembro do ano passado.
Até aquele momento, o país informara ter isolado mais de 32 mil habitantes e 382 estrangeiros, todos liberados da quarentena sem contaminação confirmada. Na última segunda (28), o regime de Kim afirmou que até 17 de junho foram realizados testes em 31.083 pessoas e que nenhum caso do novo coronavírus foi encontrado. Os últimos testes incluíam 149 pessoas com doenças semelhantes à gripe ou "infecções respiratórias agudas graves", segundo relatório da Coreia do Norte à OMS.
Com estimados 26 milhões de habitantes, a Coreia do Norte espera receber 1,7 milhão de doses de vacinas do consórcio Covax, que compra e distribui imunizantes para países em todo o mundo. A entidade, no entanto, tem enfrentado atrasos nas remessas por causa principalmente da falta de capacidade global de produção. A Covax também aponta falta de estrutura e preparo para receber, armazenar e distribuir os fármacos - que, dependendo do fabricante, exigem ultracongelamento.
Na semana passada, o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul disse que o país estaria disposto a doar vacinas para seu vizinho.
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