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Israel

- Publicada em 17h50min, 18/06/2021. Atualizada em 17h59min, 18/06/2021.

Israel começa a enviar 1 milhão de vacinas contra a Covid-19 à Autoridade Nacional Palestina

Ao menos 100 mil palestinos que mantêm contato regular com israelenses em seus locais de trabalho foram imunizados

Ao menos 100 mil palestinos que mantêm contato regular com israelenses em seus locais de trabalho foram imunizados


HAZEM BADER/AFP/JC
Israel anunciou nesta sexta-feira (18) que vai enviar ao menos 1 milhão de doses de vacinas contra a Covid-19 à Autoridade Palestina, como parte de um acordo de troca para impulsionar a campanha de imunização na região. O arranjo prevê que os palestinos devolvam o mesmo número de doses no final deste ano, à medida em que receberem seus próprios lotes de vacinas.
Israel anunciou nesta sexta-feira (18) que vai enviar ao menos 1 milhão de doses de vacinas contra a Covid-19 à Autoridade Palestina, como parte de um acordo de troca para impulsionar a campanha de imunização na região. O arranjo prevê que os palestinos devolvam o mesmo número de doses no final deste ano, à medida em que receberem seus próprios lotes de vacinas.
De acordo com um comunicado conjunto do gabinete do primeiro-ministro Naftali Bennett e dos ministérios israelenses da Saúde e da Defesa, o país vai transferir de 1 milhão a 1,4 milhão de doses da vacina fabricada pela Pfizer, cujo prazo de validade deve expirar em breve. O primeiro lote, com 100 mil doses, foi enviado já nesta sexta.
Segundo o anúncio, o envio só é possível porque o estoque de vacinas de Israel é suficiente para atender às necessidades imediatas do país, e os palestinos devem retribuir a entrega em setembro ou outubro. "O coronavírus não reconhece fronteiras ou diferenças entre os povos", disse o ministro da Saúde israelense, Nitzan Horowitz, em uma publicação no Twitter. "Este importante movimento de troca de vacinas é do interesse de todos. Espero que leve a uma maior cooperação entre Israel e nossos vizinhos palestinos em outras áreas."
A ministra palestina, Mai al-Kaila, confirmou o acordo, mas disse que ele nasceu de uma negociação com a Pfizer. Segundo ela, a Autoridade Palestina deve receber 4 milhões de doses – nas quais estão incluídas a quantia que Israel começou a enviar. Durante a negociação, Israel teria exigido que nenhuma das vacinas fosse enviada à Faixa de Gaza, região que atualmente é controlada pelo Hamas, facção radical que Israel considera terrorista e que protagonizou o conflito de 11 dias encerrado pelo acordo de cessar-fogo há um mês.
Ainda de acordo com a ministra, Israel também se opôs à ideia de que o contrato fosse assinado pelo Estado da Palestina - o reconhecimento do território como um Estado é uma das questões centrais nos conflitos entre palestinos e israelenses.
A campanha de vacinação em Israel segue em ritmo acelerado, e 59,49% de sua população recebeu as duas doses do imunizante contra o coronavírus, de acordo com dados do monitor Our World in Data, ligado à Universidade de Oxford.
O país, no entanto, tem recebido críticas e acusações de omissão por falta de esforços para garantir que os palestinos também tenham acesso à proteção - até agora, apenas 4,89% deles estão completamente vacinados. De acordo com o ministério da Saúde palestino, 436 mil pessoas receberam pelo menos uma dose, e 260 mil, as duas. Em Israel, os números absolutos são, respectivamente, 5,49 milhões e 5,15 milhões.
Apesar dos apelos de organizações de direitos humanos, de uma petição apresentada à mais alta instância da Justiça e das recomendações de especialistas para que Israel invista em uma ampla campanha de imunização dos palestinos, as autoridades israelenses alegam que, de acordo com os Acordos de Oslo, os palestinos é que são responsáveis pela vacinação na Cisjordânia.
Até agora, a Autoridade Palestina depende principalmente de doações para imunizar a população. A China doou 100 mil doses aos palestinos. A Rússia, 58 mil. Israel também já doou um lote de 5.000 doses da vacina da Moderna e de 200 doses da Pfizer para profissionais de saúde. O país também vacinou outros 100 mil palestinos que mantêm contato regular com israelenses em seus locais de trabalho.
A Faixa de Gaza, por sua vez, recebeu 50 mil doses do Covax Facility, consórcio global criado para distribuir os imunizantes aos países de renda baixa e média, mais 50 mil doses dos Emirados Árabes Unidos, que retomaram as relações diplomáticas com Israel em um acordo assinado no ano passado, e mil doses da Autoridade Palestina.
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