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Peru

- Publicada em 13h36min, 10/06/2021. Atualizada em 19h22min, 10/06/2021.

Promotor da Lava Jato peruana pede prisão preventiva de Keiko Fujimori

Pedido tem como base uma reunião indevida da candidata com uma testemunha do caso Odebrecht

Pedido tem como base uma reunião indevida da candidata com uma testemunha do caso Odebrecht


Luka GONZALES / AFP/ JC
Um procurador da equipe especial da Lava Jato peruana pediu nesta quinta-feira (10) a prisão preventiva da candidata direitista Keiko Fujimori, por ter se reunido indevidamente com uma testemunha do caso Odebrecht, enquanto o resultado da eleição presidencial de domingo (6) continua em aberto.
Um procurador da equipe especial da Lava Jato peruana pediu nesta quinta-feira (10) a prisão preventiva da candidata direitista Keiko Fujimori, por ter se reunido indevidamente com uma testemunha do caso Odebrecht, enquanto o resultado da eleição presidencial de domingo (6) continua em aberto.
O procurador José Domingo Pérez pediu à Quarta Vara do Crime Organizado "que seja revogado o comparecimento com restrições (liberdade condicional) e seja emitida a prisão preventiva contra a candidata Keiko Fujimori Higuchi", que disputa a presidência do Peru contra o candidato de esquerda Pedro Castillo, que tem uma leve vantagem na apuração dos votos.
"Se determinou novamente que a acusada Fujimori Higuchi cumpra a determinação de não se comunicar com testemunhas; e se tornou público e notório que ela se comunica com a testemunha Miguel Torres Morales", afirmou o procurador.
Na entrevista coletiva que Keiko concedeu na quarta-feira, quando anunciou que pediria a revisão de 802 atas de votação - o que representa cerca de 200 mil votos -, a candidata do partido Força Popular apareceu ao lado de Miguel Torres Morales.
Segundo pessoas próximas à campanha de Keiko, Morales se tornou um porta-voz da campanha desde que a candidata passou para o segundo turno e a acompanhou em diversos atos políticos.
Keiko é investigada por receber dinheiro ilegal da construtora brasileira Odebrecht para as campanhas de 2011 e 2016, mas nega as acusações. Como não foi condenada, Keiko pode se candidatar. Se não vencer as eleições, Keiko pode ser julgada. Caso vença, o seu processo fica congelado até que ela deixe o cargo. Filha do ex-ditador Alberto Fujimori, Keiko ficou em prisão preventiva por 1 ano e 4 meses em 2020.
Voto a voto
Keiko disputa a eleição presidencial com o candidato de esquerda Pedro Castillo, que aparece na frente. Às 22h18 desta quarta-feira (pelo horário de Brasília) Castillo aparecia com vantagem de cerca de 75 mil votos, com 99,004% das atas eleitorais contabilizadas, informou o órgão oficial eleitoral do país (Onpe). O esquerdista tinha 50,212% dos votos, e Keiko 49,788%.
Ao pedir a anulação de 200 mil votos, a campanha de Keiko alegou irregularidades e indícios de fraude. A própria candidata havia dito, no começo da semana, que teria vídeos para provar as acusações. Observadores internacionais até agora dizem que o processo eleitoral ocorreu normalmente. Castillo falou em vitória na quarta-feira e recebeu uma série de congratulações ao longo do dia.
Agência Estado
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