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Estados Unidos

- Publicada em 17h25min, 03/02/2021.

Cubano cuidará da segurança Interna e da imigração dos EUA

Alejandro Mayorkas nasceu em Havana e se mudou para os EUA quando tinha 1 ano

Alejandro Mayorkas nasceu em Havana e se mudou para os EUA quando tinha 1 ano


Joshua ROBERTS/POOL/ AFP/JC
O Senado aprovou na terça-feira (2), o nome de Alejandro Mayorkas para comandar o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos. É a primeira vez que um latino e imigrante ocupará o cargo, que tem entre suas atribuições estabelecer normas para estrangeiros que chegam ao país.
O Senado aprovou na terça-feira (2), o nome de Alejandro Mayorkas para comandar o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos. É a primeira vez que um latino e imigrante ocupará o cargo, que tem entre suas atribuições estabelecer normas para estrangeiros que chegam ao país.
Mayorkas assume o cargo em um momento delicado. Na semana passada, o departamento que vai comandar emitiu um alerta de "ameaça elevada" de violência doméstica que seria patrocinada por extremistas, como a que ocorreu no dia 6, na invasão do Capitólio.
O novo comandante do Departamento de Segurança nasceu em Havana e se mudou para os EUA quando tinha 1 ano. Ex-promotor federal em Los Angeles, Mayorkas atuou como alto funcionário do departamento durante o governo Barack Obama e desempenhou um papel fundamental na criação do programa federal Daca, que concede autorização temporária para morar, trabalhar e dirigir nos EUA aos imigrantes que entraram no país de forma ilegal quando ainda eram crianças.
O novo secretário foi aprovado por 56 votos a 43, com uma forte oposição dos republicanos. Senadores levantaram dúvidas sobre a conduta de Mayorkas na condução de um programa de vistos para investidores quando trabalhava na administração Obama.
Um relatório de 2015 da inspetoria do Departamento de Segurança Interna concluiu que ele interveio em casos envolvendo democratas de alto perfil, dando a impressão de que ele havia concedido tratamento preferencial a eles e a suas empresas.
Criado após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, o departamento tinha como principal atribuição ações de contraterrorismo antes da era Trump. Mas o republicano fez do órgão um importante instrumento de sua agenda de política doméstica, especialmente na fronteira com o México.
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