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Oriente Médio

- Publicada em 20h12min, 13/01/2021.

Israel lança maior ataque em 10 anos contra a Síria

Tropas israelenses realizaram movimentos nas Colinas de Golã, fronteira com a Síria, nesta quarta-feira

Tropas israelenses realizaram movimentos nas Colinas de Golã, fronteira com a Síria, nesta quarta-feira


JALAA MAREY/AFP/JC
Pelo menos 57 pessoas morreram após um bombardeio israelense sobre o leste da Síria nesta quarta-feira, de acordo com um comunicado divulgado pelo Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH). Segundo a ONG, este foi o ataque mais mortífero realizado por Israel desde o início da guerra na Síria, em 2011.
Pelo menos 57 pessoas morreram após um bombardeio israelense sobre o leste da Síria nesta quarta-feira, de acordo com um comunicado divulgado pelo Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH). Segundo a ONG, este foi o ataque mais mortífero realizado por Israel desde o início da guerra na Síria, em 2011.
O bombardeio, confirmado pela Sana, agência estatal de notícias da Síria, ocorre em uma fase de intensificação das ofensivas israelenses contra alvos iranianos - é a quarta do tipo em duas semanas - e horas depois de o ministro da Defesa, Benny Gantz, afirmar que Israel "continuará agindo contra aqueles que tentarem desafiar" o país. "Não estamos sentados e esperando. Somos ativos defensiva, política e economicamente", disse Gantz, durante uma visita à fronteira sírio-israelense.
Embora não tenha confirmado nem negado suas operações em território sírio, Israel tem adotado uma postura mais agressiva antes da posse do presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, que pode reavaliar a política de "pressão máxima" sobre o Irã.
Segundo a Sana, os bombardeios atingiram locais em Al Bukamal, cidade que controla o posto de fronteira na principal rodovia que liga Damasco e Bagdá, no Iraque, e que compõe uma rota de abastecimento entre o Irã e combatentes aliados na Síria e no Líbano.
A província de Deir Ezzor, que abriga grupos combatentes da Guarda Revolucionária do Irã e milícias apoiadas por Teerã, também foi um dos alvos. O objetivo de Israel, segundo os relatórios sírios, era destruir depósitos de armas e postos militares nessas regiões.
O balanço divulgado pelo OSDH afirma que, entre os mortos, estão 14 membros das forças sírias e 43 militantes de grupos pró-iranianos, incluindo 16 iraquianos e 11 afegãos que pertenciam à Brigada Fatímida, milícia xiita organizada pela Guarda Revolucionária do Irã.
Um funcionário do setor de inteligência dos EUA afirmou à agência Associated Press, em condição de anonimato, que os ataques desta quarta-feira são parte de uma guerra aprovada secretamente pelo governo Trump.
De acordo com o oficial, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, reuniu-se com Yossi Cohen, chefe da agência de espionagem israelense Mossad, na terça-feira para discutir o ataque aéreo sobre a Síria.
As ofensivas israelenses podem perder um importante aliado ocidental com o fim do mandato de Trump, já que Biden, como próximo ocupante da Casa Branca, deu sinais de que adotará posições menos aguerridas na relação com Israel.
 
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