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França

- Publicada em 18h36min, 11/12/2020.

Devido à alta de casos de Covid-19, França impõe toque de recolher que inclui o Ano-Novo

Número de novas infecções diminuiu de quase 50 mil por dia, no fim de outubro, para 10 mil agora

Número de novas infecções diminuiu de quase 50 mil por dia, no fim de outubro, para 10 mil agora


PHILIPPE LOPEZ/AFP/JC
A partir da próxima terça-feira, 15 de dezembro, a França vai impor um toque de recolher às 20h como forma de conter a alta de casos de Covid-19. A medida exclui a noite de Natal, mas não a de ano-novo.
A partir da próxima terça-feira, 15 de dezembro, a França vai impor um toque de recolher às 20h como forma de conter a alta de casos de Covid-19. A medida exclui a noite de Natal, mas não a de ano-novo.
Segundo o premiê, Jean Castex, a situação havia melhorado desde que o país adotou um novo confinamento, em 30 de outubro, e destacou que o número de novas infecções diminuiu de quase 50 mil por dia, no fim de outubro, para 10 mil agora. A queda, porém, "desacelerou nos últimos dias". "Estamos em uma espécie de platô", disse Castex, advertindo que, se os franceses baixarem a guarda, podem enfrentar um terceiro lockdown.
O toque de recolher que entrará em vigor na próxima terça-feira durará das 20h às 6h, com exceção da noite de 24 de dezembro, durante a qual os franceses poderão se reunir. No entanto, o governo pediu para restringir as reuniões a seis pessoas e "limitar as interações" durante cinco dias antes de encontrar uma pessoa idosa ou vulnerável.
Já para a noite de ano-novo, o toque de recolher será mantido. De acordo com Castex, a celebração na data "concentra todos os ingredientes de um repique epidêmico". "Teremos de respeitar a regra do toque de recolher, ficar em casa em 31 de dezembro", disse Castex, que deu como exemplo o repique visto nos EUA após o feriado de Ação de Graças. "Ainda não chegamos ao fim desta segunda onda e não alcançaremos os objetivos que estabelecemos para 15 de dezembro", afirmou.
Museus, teatros e cinemas, que deveriam reabrir em 15 de dezembro, permanecerão fechados pelo menos por mais três semanas, apesar dos protestos dos trabalhadores da cultura, que reclamam das consequências desastrosas para o setor.
"Estamos todos tomando as decisões necessárias para proteger o Natal e as festas familiares para evitar um repique da epidemia", disse o presidente da França, Emmanuel Macron, em Bruxelas, onde participou de uma cúpula com seus parceiros europeus. Macron expressou preocupação com o que chamou de "situações críticas" em "vários locais da Europa".
Embora as taxas de transmissão sejam várias vezes mais baixas do que no pico da segunda onda, a França registra atualmente uma média de 11.368 novos casos por dia, de acordo com dados da agência Reuters. Segundo a Universidade Johns Hopkins, dos EUA, a França é o quinto país com mais casos da doença no mundo - quase 2,4 milhões - e o sétimo em mortes, com 57 mil.
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