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Relações Internacionais

- Publicada em 18h45min, 03/11/2020.

Eleições EUA: Brasil pode sofrer 'decisiva interferência externa', diz Bolsonaro

Segundo o presidente, pelo peso da disputa eleitoral nos EUA 'há sempre uma forte suspeita da ingerência de outras potências'

Segundo o presidente, pelo peso da disputa eleitoral nos EUA 'há sempre uma forte suspeita da ingerência de outras potências'


Alan Santos/PR/JC
No dia das eleições norte-americanas, o presidente Jair Bolsonaro usou as redes sociais para destacar a importância do pleito e as possíveis consequências ao Brasil, a depender do resultado. Bolsonaro não descarta uma "decisiva interferência externa" desde já para influenciar as eleições brasileiras presidenciais, que ocorrem em 2022.
No dia das eleições norte-americanas, o presidente Jair Bolsonaro usou as redes sociais para destacar a importância do pleito e as possíveis consequências ao Brasil, a depender do resultado. Bolsonaro não descarta uma "decisiva interferência externa" desde já para influenciar as eleições brasileiras presidenciais, que ocorrem em 2022.
"No Brasil, em especial pelo seu potencial agropecuário, poderemos sofrer uma decisiva interferência externa, na busca, desde já, de uma política interna simpática a essas potências, visando às eleições de 2022", escreveu. O chefe do Executivo destacou que as "eleições norte-americanas despertam interesses globais, em especial, por influir na geopolítica e na projeção de poder mundiais".
Segundo o presidente, pelo peso da disputa eleitoral nos EUA "há sempre uma forte suspeita da ingerência de outras potências, no resultado final das urnas". Bolsonaro ressaltou ainda que a "liberdade continua sendo ameaçada" e que é preciso se inteirar de tendências de esquerda na América do Sul.
"Nosso bem maior, a liberdade, continua sendo ameaçado. Nessa batalha, fica evidente que a segurança alimentar, para alguns países, torna-se tão importante e aí se inclui, como prioridade, o domínio da própria Amazônia", declarou. No fim de setembro, Bolsonaro rebateu declaração do candidato democrata Joe Biden sobre auxílio financeiro à Amazônia e possíveis consequências econômicas, caso a preservação da região não melhorasse. Na ocasião, o chefe do Executivo avaliou a fala de Biden como "lamentável", além de "gratuita e desastrosa".
Bolsonaro já se manifestou em várias oportunidades favoravelmente à reeleição de Donald Trump. No último dia 20, em evento no Palácio do Itamaraty, declarou: "espero, se essa for a vontade de Deus, comparecer a posse do presidente brevemente reeleito nos Estados Unidos. Não preciso esconder isso. É do coração".
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