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Chile

- Publicada em 17h11min, 26/10/2020. Atualizada em 18h23min, 26/10/2020.

Com 97% dos votos contados, mais de 75% dos chilenos aprovam nova constituição

Milhares de chilenos comemoraram o resultado nas praças de Santiago

Milhares de chilenos comemoraram o resultado nas praças de Santiago


PEDRO UGARTE/AFP/JC
Mais de dois terços dos chilenos votaram pela redação de uma nova constituição para o país, informou o serviço eleitoral que apurou mais de 97% das urnas do plebiscito realizado no domingo (25). Dos 7,3 milhões de votos já contabilizados, 78% optaram por uma nova constituição e menos de 21,7% se opunham.
Mais de dois terços dos chilenos votaram pela redação de uma nova constituição para o país, informou o serviço eleitoral que apurou mais de 97% das urnas do plebiscito realizado no domingo (25). Dos 7,3 milhões de votos já contabilizados, 78% optaram por uma nova constituição e menos de 21,7% se opunham.
A maneira de se fazer a nova constituição também estava em jogo. Os resultados preliminares revelaram que 79% votos foram favoráveis a que a lei seja elaborada por um grupo 155 cidadãos que serão eleitos apenas para esse propósito, e 20,76% para que a redação da lei seja feita por um grupo de 172 pessoas - dividido igualmente entre delegados eleitos e parlamentares.
Entre os 60 mil chilenos que vivem fora do país, o voto foi de 86% por uma nova constituição e 13% contra, afirmaram as autoridades. Cerca de 15 milhões de chilenos estavam aptos a votar e a participação era voluntária. O resultado do referendo é vinculativo, ou seja, deve ser respeitado.
A votação estava inicialmente marcada para abril, mas foi adiada em virtude da pandemia do novo coronavírus. O governo conservador do país concordou com a oposição de centro-esquerda em permitir o plebiscito após a eclosão de vastos protestos de rua realizados há um ano. Em discurso ao país, após a votação, o presidente Sebastián Piñera, que se opôs a uma nova Carta Magna, reconheceu o resultado, mas advertiu que é apenas o início de um longo processo. "Este plebiscito não é o fim. É o início de um caminho que devemos percorrer juntos para chegar a um acordo sobre uma nova constituição para o Chile", afirmou, enquanto milhares de chilenos comemoravam o resultado nas praças de Santiago.
Após a aprovação da medida, uma convenção especial começará a redigir uma nova constituição que será submetida ao voto em 2022. A constituição atual do Chile foi feita durante o governo ditatorial de Augusto Pinochet, e foi colocada em votação num período em que partidos políticos haviam sido banidos e o país estava sujeito a censura pesada.
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