Porto Alegre, quinta-feira, 01 de outubro de 2020.
Dia Nacional do Idoso e Dia do Vendedor.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
quinta-feira, 01 de outubro de 2020.
Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Bélgica

- Publicada em 21h39min, 01/10/2020.

Fruto de relacionamento extraconjugal, filha do rei da Bélgica ganha o direito de ser reconhecida como princesa

Justiça concedeu o título a Delphine após ela provar, por meio de teste de DNA, que o rei  Albert II era seu pai

Justiça concedeu o título a Delphine após ela provar, por meio de teste de DNA, que o rei Albert II era seu pai


ERIC LALMAND/Belga/AFP/JC
Após uma disputa judicial de sete anos para provar que era filha do rei Albert II da Bélgica, Delphine Boël, uma artista belga ganhou o direito de ser reconhecida como princesa.
Após uma disputa judicial de sete anos para provar que era filha do rei Albert II da Bélgica, Delphine Boël, uma artista belga ganhou o direito de ser reconhecida como princesa.
A Justiça concedeu o título a Delphine após ela provar, por meio de teste de DNA, que o rei era seu pai. A partir de agora, ela também adotará o sobrenome real - passando a se chamar Delphine de Saxen-Coburg e Gotha, princesa da Bélgica - e terá seus dois filhos reconhecidos como príncipe e princesa.
Em nota, os advogados de Delphine afirmaram que ela está feliz com a decisão da corte, "que encerra um processo longo e particularmente doloroso para ela e sua família". "Uma vitória legal nunca substituirá o amor de um pai, mas oferece um sentimento de justiça", disseram.
Com a decisão, ela receberá tratamento semelhante aos outros três filhos de Albert, incluindo o atual rei Philippe. Dessa forma, terá direito a, além de receber o título de princesa, receber um salário do Estado, e possuir uma residência oficial mantida pelo Estado.
A artista é fruto de um caso extraconjugal entre Albert e a baronesa Sybille de Selys Longchamps. Ela chegou a conhecer o pai na infância e a apelidá-lo de Papillon (borboleta, em francês); no entanto, passou mais de vinte anos pedindo reconhecimento, sem sucesso.
Ela entrou na Justiça em junho de 2013. Acredita-se que o processo tenha corroborado para a abdicação de Albert ao trono, menos de um mês depois. No mesmo dia, a baronesa Sybille falou publicamente do caso pela primeira vez, em entrevista à TV belga.
"Pensei que não podíamos ter filhos porque eu tinha tido uma infecção. Não tomamos precauções", afirmou à época. O caso durou 18 anos, de 1966 a 1984; Delphine, que recebeu o sobrenome do padrasto, nasceu em 1968. "Foi um período lindo. Albert não foi uma figura paterna, mas era muito terno com ela."
Após anos negando publicamente a paternidade, o rei teve de fornecer uma amostra de saliva em janeiro, sob pena de pagar multa de 5 mil euros (R$ 33 mil) para cada dia em que se recusasse a colaborar. O resultado positivo o obrigou a reconhecer Delphine como sua filha já no início do ano, mas era esperado que a decisão judicial sobre o título de nobreza fosse expedida apenas no fim de outubro.
Comentários CORRIGIR TEXTO