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Líbano

- Publicada em 09h09min, 10/09/2020. Atualizada em 18h02min, 10/09/2020.

Um mês após desastre, Líbano sofre outra explosão no armazém no porto de Beirute

Equipes já estão mobilizadas em helicópteros para apagar as chamas no local

Equipes já estão mobilizadas em helicópteros para apagar as chamas no local


Joseph EID/AFP/JC
Atualizada às 14h24min
Atualizada às 14h24min
Um grande incêndio atingiu nesta quinta-feira (10) a região portuária de Beirute, pouco mais de um mês depois que uma gigantesca explosão devastou a região e uma área residencial ao redor da capital do Líbano. O fogo começou em um armazém de óleo para motores e pneus, segundo informado à Reuters por uma fonte das Forças Armadas
O incêndio irrompeu na zona franca do porto, erguendo uma enorme coluna de fumaça sobre a cidade. Uma outra fonte anônima disse à agência EFE que existem dois focos de incêndio, separados um do outro. Ainda não se sabe o que deu início ao fogo, mas, ainda segundo essa fonte, "não aconteceu por causas naturais".
Em entrevista ao jornal britânico The Independent, Michel el-Murr, chefe da equipe de busca e resgate do Corpo de Bombeiros libanês, informou que as autoridades já pediram reforços. "Não sabemos exatamente o que está queimando. Estamos tentando apagar o fogo, mas é muito grande", disse.
Imagens veiculadas na imprensa local mostraram bombeiros tentando apagar as chamas no porto, onde armazéns e silos de concreto que guardam grãos foram destruídos pela explosão de 4 de agosto.
Além dos mortos e feridos, a explosão causou danos na casa dos US$ 15 bilhões. O porto de Beirute era o principal do país e a porta de entrada de cerca de 70% dos alimentos que chegavam ao Líbano.
Após a explosão, sucessivos protestos levaram à renúncia de integrantes do governo e do primeiro-ministro Hassan Diab, alem da dissolução de seu gabinete. Em pronunciamento à televisão, Diab afirmou que as explosões no porto de Beirute foram o resultado de uma "corrupção endêmica" e disse que toma a decisão de renunciar para "caminhar com o povo".
"Nossa esperança era a mudança que os libaneses estão pedindo. Mas entre nós e as mudanças há um muro muito grande protegido por uma classe que luta com meios não muito corretos e domina a sociedade desse país. O sucesso desse gabinete era a mudança. Por isso anuncio a demissão de todo o gabinete. Que Deus abençoe o Líbano", disse.
Durante todo o discurso, Diab alegou que foi acusado de corrupção por um grupo de pessoas, mas sem identificar quem seriam. Anteriormente, ele já havia manifestado apoio à realização de uma nova eleição para o parlamento.
Em 31 de agosto, o então embaixador do Líbano na Alemanha, Mustapha Adib, foi escolhido pelo presidente Michel Aoun para formar um novo governo no país. Com 48 anos, Adib servia em Berlim desde 2013 e tinha o apoio do Movimento Futuro, partido do ex-primeiro-ministro Saad Hariri, filho do também ex-premiê Rafiq Hariri, assassinado em um atentado terrorista em 2005.
Folhapress
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