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Coronavírus

- Publicada em 20h24min, 14/07/2020. Alterada em 20h24min, 14/07/2020.

Aumento de casos de coronavírus força governos de vários países a retomarem confinamento parcial

A metrópole de Bangalore, principal centro tecnológico da Índia, é uma das cidades mais afetadas

A metrópole de Bangalore, principal centro tecnológico da Índia, é uma das cidades mais afetadas


MANJUNATH KIRAN/AFP/JC
Após reaberturas ocorridas depois de meses de distanciamento social, cidades na Europa, nos Estados Unidos e na Ásia voltaram a realizar confinamentos parciais para evitar a disseminação do novo coronavírus.
Após reaberturas ocorridas depois de meses de distanciamento social, cidades na Europa, nos Estados Unidos e na Ásia voltaram a realizar confinamentos parciais para evitar a disseminação do novo coronavírus.
Na Índia, o segundo país mais populoso do mundo e onde, desde o início de julho, os casos têm aumentado, o governo determinou o confinamento de 133 milhões de pessoas nesta terça-feira (14). Uma das principais cidades afetadas é a metrópole de Bangalore, o principal centro tecnológico do país de 1,3 bilhão de habitantes. A Índia registra 906,7 mil casos do vírus e mais de 23,7 mil mortos.
Locais de culto, transporte público, escritórios do governo e a maioria das lojas ficarão fechados por uma semana e as pessoas não devem sair de casa, apenas para atividades essenciais. Escolas, faculdades e restaurantes também não abrirão. Embora os casos estejam mais concentrados nas metrópoles de Mumbai e Nova Délhi, as infecções têm aumentado em cidades menores, forçando as autoridades a impor novamente as restrições. Também há confinamento no Norte do país, no estado de Bihar.
Bangalore tinha apenas cerca de mil casos de coronavírus em meados de junho, mas as infecções cresceram para quase 20 mil nesta semana, algo que especialistas em saúde atribuíram ao levantamento das restrições quando o governo encerrou um "lockdown" nacional que havia deixado milhões de pessoas sem trabalho.
A capital da China, Pequim, também impôs sérias restrições, nas últimas semanas, em várias regiões da cidade após detectar novos casos em um importante mercado de abastecimento.
Nos Estados Unidos, o avanço do vírus fez a Califórnia, estado mais populoso do país, fechar salões de restaurantes, bares e cinemas, além de igrejas, academias de ginástica, shopping centers e salões de beleza nos 30 condados mais afetados, inclusive Los Angeles. A medida se dá em meio a um intenso debate sobre as medidas restritivas entre autoridades políticas e de diferentes jurisdições.
As discussões e as pressões do governo Donald Trump para a retomada das atividades impediram uma resposta coerente diante do avanço do vírus, que bate recorde de contágios diários em estados como Flórida e Texas nos últimos dias. Autoridades de Houston, a maior cidade do Texas, pediram um novo confinamento depois da detecção de 1,6 mil novos casos em 24 horas. O governador do estado, o republicano Greg Abbott, não cedeu.
Na Flórida, mais de 15 mil novos casos foram registrados no domingo (12), um recorde, e a mortalidade também começa a aumentar. Na segunda-feira (13), foram 12.624 diagnósticos. O governador republicano Ron DeSantis reagiu fechando bares, mas se recusa a impor o uso de máscaras ou a decretar novos confinamentos, ao contrário de outros estados, deixando a decisão para os responsáveis pelas cidades e condados.
Califórnia, Texas e Flórida registraram 892 mil casos desde o início da pandemia, de acordo com um levantamento do jornal The New York Times. Na segunda-feira, registraram pelo menos 30 mil novos casos - 18% do total mundial.
Em Miami, o número de pacientes em terapia intensiva pelo coronavírus já é sete vezes maior do que em abril. No condado de Miami-Dade, onde vivem 2,7 milhões de habitantes, um terço dos testes foram positivos na semana passada.
Na Europa, a Alemanha determinou, no fim de junho, um confinamento local após identificar centenas de casos em um dos maiores frigoríficos do país. Na Espanha, que registra 28,4 mil mortes provocadas pelo vírus, quase 200 mil pessoas na cidade de Lérida e seus arredores, na Catalunha, devem seguir um confinamento domiciliar. A medida provocou uma disputa entre o governo regional, decidido a aplicá-la, e a Justiça, que suspendeu a medida.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) já advertiu que o planeta não voltará ao normal no futuro próximo e fez mais um apelo de combate ao novo vírus, "o inimigo público número um, embora as ações de muitos governos e pessoas não demonstrem" o cenário, nas palavras de seu diretor geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus.
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