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Argentina

- Publicada em 17h26min, 13/07/2020. Alterada em 17h28min, 13/07/2020.

Argentina ultrapassa os 100 mil casos confirmados de Covid-19

O longo período de isolamento, inclusive, levou argentinos a protestarem nas principais cidades do país

O longo período de isolamento, inclusive, levou argentinos a protestarem nas principais cidades do país


JUAN MABROMATA/afp/jc
A Argentina ultrapassou 100 mil casos de novas infecções por coronavírus no domingo (12), enquanto luta para conter taxas crescentes no país, apesar de uma quarentena rigorosa imposta à capital Buenos Aires e a seus arredores. O Ministério da Saúde informou que 2.657 novos casos confirmados durante à noite elevaram o total do país a 100.166.
A Argentina ultrapassou 100 mil casos de novas infecções por coronavírus no domingo (12), enquanto luta para conter taxas crescentes no país, apesar de uma quarentena rigorosa imposta à capital Buenos Aires e a seus arredores. O Ministério da Saúde informou que 2.657 novos casos confirmados durante à noite elevaram o total do país a 100.166.
A Argentina impôs uma quarentena rigorosa em 19 de março para conter a pandemia e aliviou um pouco as restrições em maio, mas as restabeleceu no final de junho para Buenos Aires e arredores devido ao aumento nos casos. O longo período de isolamento, inclusive, levou, na semana passada, muitos argentinos às ruas das principais cidades do país, em marchas e carreatas, para protestar contra a volta do confinamento.
O número de mortes pela Covid-19 na Argentina chegou a 1.859 nesta segunda-feira (13), um índice muito distante dos 72.100 registrados no Brasil e dos 11.870 no Peru, na mesma data. Os casos confirmados chegaram a quatro dígitos por dia no início de junho e atingiram ao menos 3 mil nos últimos quatro dias.
Carla Vizzotti, vice-ministra da Saúde, disse que a quarentena será mantida enquanto os hospitais continuarem a encher. "O que queremos fazer é diminuir a transmissão do vírus e ganhar mais tempo para que o serviço de saúde possa responder", afirmou ela.
Mauro Grossman, médico do Hospital Ezeiza, em Buenos Aires, disse à Reuters que acredita que o pico da doença está se aproximando. "Acreditamos que esse pico atingirá o platô e não cairá por um tempo", afirmou. "Esta é a coisa mais perigosa, estar no pico por um longo tempo, é isso que fará os leitos se encherem muito mais rapidamente e os leitos de terapia intensiva ficarem rapidamente ocupados."
Cerca de 13 milhões de infecções pelo coronavírus foram confirmadas em todo o mundo e ao menos 570,4 mil pessoas morreram, segundo contagem realizada pela Universidade norte-americana Johns Hopkins.
O coronavírus também atingiu fortemente a economia argentina, que entrava no terceiro ano de recessão, em uma época em que o país busca reestruturar US$ 65 bilhões em dívidas.
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