Porto Alegre, sábado, 18 de julho de 2020.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
sábado, 18 de julho de 2020.
Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Colômbia

- Publicada em 16h43min, 13/07/2020. Alterada em 16h43min, 13/07/2020.

Bogotá segue outras capitais e retoma quarentena rígida após aumento de casos de coronavírus

Funcionários da prefeitura trabalham para eliminar Covid-19 das ruas

Funcionários da prefeitura trabalham para eliminar Covid-19 das ruas


RAUL ARBOLEDA/AFP/JC
Na pandemia do coronavírus, grandes cidades latino-americanas estão recuando na reativação da economia e na flexibilização de suas medidas sanitárias por conta da escalada do vírus.
Na pandemia do coronavírus, grandes cidades latino-americanas estão recuando na reativação da economia e na flexibilização de suas medidas sanitárias por conta da escalada do vírus.
Ocorreu primeiro com Santiago (Chile), que havia adotado uma quarentena vertical desde o início da pandemia: um aumento súbito dos casos levou as autoridades a decretarem um "lockdown" da região metropolitana, onde vivem 8 milhões de pessoas, em 13 de maio.
Depois, foi Buenos Aires. Em sua longa quarentena, que completa 115 dias hoje, a Argentina foi relaxando e flexibilizando medidas sanitárias em distintas províncias e cidades com pouca circulação do vírus. Em 9 de junho, foi a vez de a capital do país, cuja região metropolitana tem 14,8 milhões de habitantes, reabrir parte do comércio, das indústrias e permitir exercícios ao ar livre das 20h às 8h.
O resultado não foi bom, e os casos cresceram de modo exponencial, passando a representar 97% dos contágios do país. O governo, então, decretou um novo "lockdown", vigente desde o último dia 1º e previsto até a próxima sexta-feira. Só podem circular os chamados "trabalhadores essenciais", e acabou a liberação para a atividades físicas.
E Bogotá, capital da Colômbia, não ficou para trás. A cidade, cuja região metropolitana tem 10,7 milhões de habitantes, voltou nesta segunda-feira (13) a uma quarentena restrita, que se estenderá até 26 de agosto.
A decisão foi tomada na última sexta-feira (10) pela prefeita Claudia López, com a anuência do presidente Iván Duque. A Colômbia encontra-se com medidas de distanciamento social desde 25 de março e, por decisão do mandatário, estendidas até 31 de agosto.
Em mais de 600 cidades sem casos e em regiões em que o vírus está mais controlado, porém, as medidas são mais leves e, desde o fim de junho, havia começado uma reativação da atividade econômica na capital do país. Não é o casos da fronteira Amazônica, por exemplo. Em maio, Duque decidiu reforçar a presença militar nas fronteiras para evitar um aumento no contágio pelo novo coronavírus na região.
Claudia, porém, foi contra. Depois de alguns embates entre ela, que é do partido Verde (centro), de oposição a Duque, ligado ao partido Centro Democrático (direita), os dois concordaram em recuar na reabertura de Bogotá.
Segundo a prefeita, a reabertura trouxe de volta às ruas 7 milhões de pessoas, o que levou a equipe de infectologistas que a assessoram a pedir de novo quarentena rigorosa. "Quando a adotamos, em março, conseguimos reduzir o movimento de pessoas a 80% da população. Agora estamos com menos de 10% apenas abaixo do normal. Não podemos chegar no pico da doença com essa quantidade de gente circulando", disse a jornalistas na sexta-feira. Segundo a prefeita, os infectologistas esperam que o pico de transmissões ocorra na primeira semana de agosto.
Neste que ela chamou de "último esforço da cidadania" estarão funcionando apenas os serviços de saúde e farmácias, o abastecimento de alimentos, o sistema de segurança e de comércio de combustível. Entre 8h e 17h, ninguém poderá sair às ruas, e está proibida a venda de bebidas alcoólicas. Os exercícios ao ar livre estarão proibidos. O aeroporto internacional de El Dorado, principal do país, continuará fechado, operando apenas voos especiais até o começo de agosto, quando haverá nova avaliação. Além disso, funcionários da prefeitura, trabalham na desinfecção de ruas.
Outro dos fatores que levaram a essa decisão foi o alerta que veio da rede hospitalar - 85% dos leitos de UTI estão ocupadas. O principal hospital da cidade, o Simón Bolívar, está transferindo casos que não sejam de coronavírus para outras unidades.
Nesta segunda-feira, o número de infectados em Bogotá era de 49.644 pessoas, com um total de 1.123 mortos. Na Colômbia inteira eram 150.445 infectados e 5.634 mortos.
Durante o período desta nova medida, o governo municipal garantirá renda básica para 700 mil famílias carentes, principalmente habitantes da periferia da cidade. Além disso, por parte do governo nacional, os pacientes diagnosticados com coronavírus recebem 240 mil pesos colombianos (R$ 350,00) durante seu processo de recuperação.
Comentários CORRIGIR TEXTO