Porto Alegre, quarta-feira, 17 de junho de 2020.

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SELO CORONAVÍRUS

Notícia da edição impressa de 17/06/2020. Alterada em 17/06 às 03h00min

Pandemia pode levar mais tempo na América Latina

Trabalhadores fazem desinfecção em ruas de Santiago, no Chile

Trabalhadores fazem desinfecção em ruas de Santiago, no Chile


/MARTIN BERNETTI/AFP/JC

Gerente de Vigilância à Saúde e Controle e Prevenção de Enfermidades da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), Marcos Espinal afirmou, ontem, em coletiva de imprensa, que, se as medidas de mitigação da Covid-19 não forem reforçadas, a pandemia "pode durar muito mais tempo" na América Latina do que na Europa.

Gerente de Vigilância à Saúde e Controle e Prevenção de Enfermidades da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), Marcos Espinal afirmou, ontem, em coletiva de imprensa, que, se as medidas de mitigação da Covid-19 não forem reforçadas, a pandemia "pode durar muito mais tempo" na América Latina do que na Europa.

Espinal ressaltou que os países latino-americanos devem manter medidas preventivas, para evitar que a doença "continue por um tempo bastante importante", advertiu. "Os números indicam que, em junho e julho, a região ainda estará na presença de uma onda importante de casos e de mortes", afirmou Espinal. Ele ainda lembrou que, observando-se os exemplos de outros países, a reabertura econômica pode, de fato, levar a novos picos.

A diretora da Opas, Carissa Etienne, afirmou que as Américas se aproximam de 4 milhões de casos da Covid-19 e também que a disseminação da pandemia "acelera na região". Carissa insistiu na necessidade de haver, "mais do que nunca, parceria e cooperação" nas Américas para enfrentar a emergência de saúde. Até o dia 15 de junho, o braço da Organização Mundial de Saúde (OMS) na região havia sido notificado sobre mais de 3,8 milhões de casos da Covid-19, com mais de 206 mil mortes nas Américas.

Diretor-assistente da Opas, Jarbas Barbosa destacou que Chile, Brasil, Peru e Argentina "estão em um momento de aumento da transmissão" do novo coronavírus. Durante entrevista coletiva da entidade, ele mencionou o caso específico do Chile, lembrando que o país mantém tendência de alta nos casos nas últimas "três ou quatro semanas", o que levou autoridades locais a reforçar o distanciamento social para conter a disseminação.

Barbosa disse que as Américas estão, "sem dúvida", ainda na primeira fase da pandemia. E também observou que a Opas recomenda que sejam feitos testes em todos os casos suspeitos da doença.

Também presente na coletiva virtual, Sylvain Aldighieri, gerente para Incidentes da Opas, apontou que a entidade está atenta à chegada da temporada de gripes na região. Ele ressaltou que a maior presença de vírus respiratórios pode pressionar mais os sistemas de saúde. Além disso, mencionou que pessoas já debilitadas pelo influenza podem desenvolver quadros mais graves, caso contraiam também a Covid-19.

Diretor de Emergências de Saúde da Opas, Ciro Ugarte pediu que os países adotem reabertura "de maneira gradual, progressiva". Além disso, comentou especificamente o quadro na Venezuela, dizendo que a situação do país na pandemia "continua a ser preocupante".

Pequim decide bloquear bairros e fechar as escolas

Autoridades de Pequim classificaram, ontem, os surtos de coronavírus na cidade como "extremamente severos" nos últimos dias. Na noite de segunda-feira, bairros da capital chinesa foram bloqueados. Cidadãos considerados com alto risco e pessoas que entraram em contato com contaminados não podem deixar a cidade.

Todas as escolas de Pequim voltaram a fechar suas portas, e os alunos retomam o regime de aulas remotas por meios on-line. O acirramento das medidas ocorre apenas 11 dias após o município tomar decisão contrária, quando relaxou as restrições contra a pandemia do novo coronavírus no dia 5 de junho.

"A situação epidêmica na capital é extremamente severa", afirmou o porta-voz da cidade, Xu Hejian. "Agora, precisamos tomar ações estritas para limitar a Covid-19." O governo municipal de Pequim anunciou, ontem, que a cidade está em "estado de guerra" para enfrentar esse novo surto, que deixou, pelo menos, 106 infectados desde a quinta-feira da semana passada. Todos são casos de contágio doméstico ligados ao mercado alimentício de Xinfadi. É o maior surto de coronavírus desde fevereiro, o que acendeu o alerta nas autoridades. A capital chegou a não reportar casos por 56 dias seguidos, mas, agora, teme uma segunda onda da doença.

Da noite para o dia, algumas áreas de Pequim receberam cercas, com entradas e saídas restritas e barreiras de segurança que funcionam 24 horas por dia. Serviços de táxi foram suspensos. Além de testes e medidas de prevenção, a cidade intensificou a inspeção dos mercados de produtos frescos. Supermercados estão sendo controlados para garantir que não haja produtos contaminados.

A cidade desinfetou 276 pontos de venda de produtos agrícolas e 33.173 restaurantes até a manhã de ontem. Pequim soma 700 casos de coronavírus desde o início da pandemia, sendo 526 oriundos de infecções domésticas e 174 importados de outros países.

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