Porto Alegre, segunda-feira, 15 de junho de 2020.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
segunda-feira, 15 de junho de 2020.
Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

CORRIGIR

Saúde

Notícia da edição impressa de 15/06/2020. Alterada em 14/06 às 20h42min

Irã pode ser o primeiro país perto da segunda onda de Covid-19

País tem, atualmente, entre 2 mil e 3 mil novos casos por dia

País tem, atualmente, entre 2 mil e 3 mil novos casos por dia


Camila Surian/Arte/JC
Após ter sido um dos principais focos do novo coronavírus no início da pandemia, o Irã volta ao centro das atenções devido à forte alta no número de contaminações confirmadas. O surto parecia estabilizado. Assim, a república islâmica pode estar vivenciando o primeiro caso mundial da segunda onda da Covid-19.
Após ter sido um dos principais focos do novo coronavírus no início da pandemia, o Irã volta ao centro das atenções devido à forte alta no número de contaminações confirmadas. O surto parecia estabilizado. Assim, a república islâmica pode estar vivenciando o primeiro caso mundial da segunda onda da Covid-19.
O regime iraniano afirma que a alta era esperada, tanto por conta da maior quantidade de testes aplicados quanto devido à reabertura das atividades econômicas. Desde o início da epidemia no país, na metade de fevereiro, o Irã registrou 182.525 casos de coronavírus, de acordo com dados da Universidade Johns Hopkins, além de 8.659 mortes.
Nos primeiros meses do ano, os números de infecções eram inferiores apenas aos da China e da Itália. A curva de casos confirmados deixa clara a existência de dois picos: um na última semana de março e outro na primeira semana de junho.
No primeiro pico, a república islâmica registrou dias seguidos com mais de 3 mil contaminações diárias. O auge desse momento foi em 30 de março, com 3.186 casos.
A partir de então, houve uma queda gradual no total de infecções, chegando a dias com menos de mil casos, entre o fim de abril e o início de maio, quando teve início uma nova alta gradual, e o país voltou a acumular mais de 3 mil casos diários.
O novo pico foi no último dia 4, com um total 3.574 infecções em 24 horas - o maior índice atingido desde o início da pandemia. Os números, atualmente, se mantêm entre 2 mil e 3 mil por dia.
Em entrevista à agência de notícias ISNA, o epidemiologista-chefe do Ministério da Saúde, Mohammad-Mehdi Gouya, reconheceu que o fim das medidas restritivas impactou o número de casos. Mas o principal motivo para a nova alta, segundo o especialista, seria a realização de mais testes. De acordo com o site Worldometers, o Irã faz 14.261 exames a cada 1 milhão de habitantes, cifra bem superior à do Brasil, por exemplo, que registra 6.421 testes no mesmo índice.
Comentários