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América Latina

Notícia da edição impressa de 09/06/2020. Alterada em 08/06 às 20h40min

América Latina já registra 1,3 milhão de infectados

O México é o segundo país com mais mortes, registrando 13,7 mil

O México é o segundo país com mais mortes, registrando 13,7 mil


PEDRO PARDO/AFP/JC
A América Latina é, atualmente, o epicentro da pandemia no mundo, e os casos continuam aumentando rapidamente em vários países. Nesta segunda-feira (8), a região tinha mais de 1,3 milhão de casos confirmados da doença, sendo que 1,1 milhão estavam em apenas quatro países: Brasil (707.412), Peru (196.515), Chile (138.846) e México (117.103). No mundo todo, são mais de 7 milhões de casos confirmados.
A América Latina é, atualmente, o epicentro da pandemia no mundo, e os casos continuam aumentando rapidamente em vários países. Nesta segunda-feira (8), a região tinha mais de 1,3 milhão de casos confirmados da doença, sendo que 1,1 milhão estavam em apenas quatro países: Brasil (707.412), Peru (196.515), Chile (138.846) e México (117.103). No mundo todo, são mais de 7 milhões de casos confirmados.
O Brasil ultrapassará a marca de 1 milhão de pessoas contaminadas no dia 20 de junho, segundo dados da plataforma estatística do Instituto de Informática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). Neste mesmo dia, a previsão é de que teremos mais de 47 mil mortos. A ferramenta traz gráficos e projeções de tendências da evolução de casos e mortes por país.
O número de mortes segue aumentando na região, registrando recordes em alguns países. De acordo com o Painel Rede CoVida, na última semana, o Brasil chegou a registrar 1.432 mortes em um único dia (4 de junho). O País já soma 37,1 mil mortes pelo novo coronavírus.
O México aparece em segundo lugar no painel da Rede CoVida, com 13,7 mil mortes, seguido de Peru (5,4 mil), Equador (3,6 mil), Chile (2,2 mil) e Colômbia (1,3 mil). No total, são 66,5 mil mortes na região.
O país com menos casos é o Uruguai, com 845 contaminados e 23 mortes. Outros países que se destacam pelo baixo índice de contaminação são Costa Rica, com pouco mais de 1,3 mil casos e apenas dez mortes, e Paraguai, com pouco mais de 1,1 mil casos e 11 mortos.
O Uruguai nunca chegou a estabelecer quarentena obrigatória, mas obteve sucesso na luta contra o novo coronavírus. As medidas, além do isolamento voluntário da população, foram o fechamento imediato de escolas e universidades, no dia 13 de março, quando foram registrados os quatro primeiros casos no país, além do fechamento das fronteiras e do cancelamento de eventos com aglomerações de pessoas.

Apesar do avanço da doença, México mantém planos de abertura

Presidente Andrés Manuel López Obrador segue com um plano de abertura gradual do comércio
Presidente Andrés Manuel López Obrador segue com um plano de abertura gradual do comércio
RONALDO SCHEMIDT;/AFP/JC
O México viveu, na semana passada, o pior momento desde o início da pandemia, tanto em casos confirmados quanto em mortes, de acordo com a plataforma estatística do Instituto de Informática da Ufrgs. Foram registradas mais de mil mortes em um único dia, tendo novos recordes durante três dias consecutivos. Apesar do avanço da doença, o presidente do país, Andrés Manuel López Obrador, segue com um plano de abertura gradual do comércio.
O Ministério da Saúde do Peru informou que, entre os 196.515 casos confirmados de Covid-19, 9.583 pacientes estão hospitalizados, dos quais 1.041 estão em terapia intensiva com ventilação mecânica. Além disso, 86.219 pacientes se recuperaram e receberam alta.
Após o rápido aumento no número de casos naquele país, o presidente anunciou nova prorrogação da quarentena, até 30 de junho. O Peru decretou estado de emergência sanitária no dia 16 de março. Apesar de ser o segundo país em número de casos, foi um dos primeiros a reagir com medidas rigorosas.
Especialistas dizem que a grande proporção de contaminados pode ser resultado do alto número de testes realizados no país. De acordo com o Ministério da Saúde, no Peru, já foram feitos 1.191.956 testes.

OMS diz que região ainda não atingiu pico de transmissão

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a América Latina ainda não atingiu o pico da curva de transmissão, o que significa que o número de infecções e mortes deve continuar aumentando.
Líder da resposta da OMS à pandemia e também presente na coletiva, Maria Van Kerkhove disse que a situação nos países da região é, de fato similar, à de muitos outros países várias semanas ou meses atrás. Diante disso, ela insistiu em uma abordagem abrangente, "com toda a população engajada" para proteger de uma infecção a si mesmo, sua família e outras pessoas.
A Organização Pan Americana da Saúde (Opas) defendeu, na semana passada, que os países devem ser muito cuidadosos ao começar a flexibilizar as medidas de isolamento e afirmou que uma segunda onda de contágios pode levar à perda dos esforços feitos até o momento.
 
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