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Portugal

Alterada em 22/05 às 15h53min

Portugueses voltam a restaurantes e museus em segunda fase do desconfinamento

Em meio ao vai-e-vem do serviço de almoço, garçons desinfetam frequentemente as mãos

Em meio ao vai-e-vem do serviço de almoço, garçons desinfetam frequentemente as mãos


PATRICIA DE MELO MOREIRA/AFP/JC
Aos poucos, os portugueses estão retomando a rotina. Portugal começou a segunda fase de seu desconfinamento gradual na segunda-feira (18), com a reabertura de museus, lojas de rua de até 400 m2 e restaurantes.
Aos poucos, os portugueses estão retomando a rotina. Portugal começou a segunda fase de seu desconfinamento gradual na segunda-feira (18), com a reabertura de museus, lojas de rua de até 400 m2 e restaurantes.
Em uma tradicional tasca de Alcântara, em Lisboa, o cheiro forte de desinfetante praticamente abafa o aroma do bacalhau recém-saído do forno.
No salão, funcionários usando máscaras e viseiras de acrílico explicam longamente as novas instruções de segurança, pedindo que clientes respeitem o distanciamento entre as mesas, permaneçam de máscara até estarem sentados e evitem pagamentos em dinheiro.
Pratos e talheres são trazidos embalados individualmente e são postos à mesa na presença dos clientes. Os cardápios ganharam versões individuais e descartáveis.
Em meio ao vai-e-vem do serviço de almoço, garçons desinfetam as mãos de maneira orquestrada a cada passagem pelo dispensador de álcool em gel.
É assim, com muitas medidas de segurança e com limitação de até 50% da capacidade, que muitos restaurantes voltaram às atividades em Portugal, após dois meses de portas fechadas por conta da pandemia do novo coronavírus.
O regresso à "normalidade", porém, ainda causa estranhamento aos portugueses. Muitos dos estabelecimentos já identificaram que, com regras de distanciamento social e sem o fluxo de turistas dos tempos pré-pandemia, pode ser difícil fazer com que as contas fechem.
Normalmente apinhado de turistas e com uma longa fila à porta, o tradicional Pastel de Belém retomou suas atividades com fluxo de clientes bastante abaixo do normal. O mesmo se passou com vários restaurantes do entorno, tradicionalmente lotados devido à proximidade com atrações turísticas icônicas da capital portuguesa, como a Torre de Belém e o mosteiro dos Jerónimos.
"Não sei como há de ser. Estou aberto, mas não há clientes que cheguem. Isto aqui não era nem 10% de um dia normal", lamenta Fernando Gomes, gerente de uma churrasqueira.
Também reaberto agora, o mosteiro dos Jerónimos teve um fluxo de turistas bastante abaixo de um dia de sol forte na primavera. Neste e em outros museus, a quantidade de pessoas liberadas está mais limitada e é obrigatório o uso de máscara.
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