Porto Alegre, quarta-feira, 13 de maio de 2020.

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Colômbia

Alterada em 13/05 às 17h41min

Colômbia militariza fronteira por causa da Covid-19

Militares devem controlar a chegada de populações flutuantes e, assim, evitar casos

Militares devem controlar a chegada de populações flutuantes e, assim, evitar casos


COLOMBIAN ARMY/AFP/JC
O presidente da Colômbia, Iván Duque, decidiu reforçar a presença militar nas fronteiras para evitar um aumento no contágio pelo novo coronavírus na região. O estado colombiano do Amazonas, fronteiriço com Peru e Brasil, é o mais atingido pela doença no país. A principal preocupação é a contaminação por populações flutuantes, aquelas que transitam de um país para o outro em zonas de fronteira.
O presidente da Colômbia, Iván Duque, decidiu reforçar a presença militar nas fronteiras para evitar um aumento no contágio pelo novo coronavírus na região. O estado colombiano do Amazonas, fronteiriço com Peru e Brasil, é o mais atingido pela doença no país. A principal preocupação é a contaminação por populações flutuantes, aquelas que transitam de um país para o outro em zonas de fronteira.
A Colômbia registrava, nesta quarta-feira (13), 12,2 mil casos e 493 mortes por coronavírus. No Brasil, são mais de 180 mil casos e 13 mil mortes, e, no Peru, mais de 72 mil casos e 2.057 mortes.
Os colombianos estão em isolamento desde 24 de março, duas semanas após a detecção do primeiro caso de Covid- 9 no país. O estado do Amazonas, com uma população majoritariamente composta por pobres e indígenas, tem a maior taxa de infecção per capita na Colômbia, com 94 pessoas contaminadas para cada 10 mil habitantes.
Duque afirmou que, além do reforço militar nas fronteiras, é preciso endurecer as medidas de isolamento preventivo obrigatório e a exigência de uso de máscaras e distanciamento social pela população que vive na fronteira. "Foi tomada a decisão de militarizar com mais presença todos os pontos de fronteira e exercer o devido controle, para evitar que cheguem casos de populações flutuantes", disse Duque.

Sistema prisional em Leticia tem metade dos presos infectados

O estado colombiano do Amazonas, cuja capital é Leticia, enfrenta ainda outro problema: mais da metade dos detentos no presídio da cidade foi infectada. São pelo menos 90 casos confirmados entre os 181 privados de liberdade. A prisão tem capacidade para 118 pessoas. Em Leticia, onde vivem mais de 76 mil pessoas, há apenas um hospital público, sem unidades de terapia intensiva.
Após reunião com o governador do estado do Amazonas, Jesús Galdino, e com o prefeito de Leticia, Jorge Luís Mendoza, Duque reconheceu que o presídio se tornou um foco de contágio e afirmou que foram determinadas "medidas especiais de contenção diante da situação prisional. Estamos trabalhando com todas as recomendações epidemiológicas para reduzir as consequências da pandemia".

O presidente disse ainda que a capacidade hospitalar do Amazonas será ampliada com o aproveitamento da infraestrutura hoteleira da região, além de recursos do Ministério da Saúde colombiano. Na terça-feira, um avião Hércules C-130 da Força Aérea foi enviado para a região com 17 profissionais de saúde, entre médicos, bacteriologistas e enfermeiros, e agentes da Defesa Civil para fortalecer o atendimento na região. O governo informou ainda que foram enviados testes e máquinas de detecção de Covid-19, além de drones de nebulização térmica para fazer a desinfecção de locais.

O ministro da Saúde, Fernando Ruiz, informou que 55 mil máscaras serão distribuídas para a população do Amazonas e anunciou que destinará 14 bilhões de pesos colombianos (cerca de R$ 21 milhões) para o hospital de Leticia. Os recursos serão liberados nas primeiras semanas de junho. Outra medida anunciada é a distribuição de 4 mil cestas básicas para as famílias do estado.
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