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Reino Unido

Notícia da edição impressa de 11/05/2020. Alterada em 10/05 às 20h41min

Boris Johnson relaxa restrições, mas ressalta cautela

Pessoas podem se exercitar nas ruas sem restrições, desde que com membros da mesma residência

Pessoas podem se exercitar nas ruas sem restrições, desde que com membros da mesma residência


TOLGA AKMEN/AFP/JC
O premiê do Reino Unido, Boris Johnson, anunciou, neste domingo (10), um modesto relaxamento no lockdown do país e estabeleceu um plano para a retirada de mais restrições nos próximos meses.
O premiê do Reino Unido, Boris Johnson, anunciou, neste domingo (10), um modesto relaxamento no lockdown do país e estabeleceu um plano para a retirada de mais restrições nos próximos meses.
Em discurso televisionado, Johnson disse que, embora pessoas que não consigam trabalhar em casa desejem voltar a seus afazeres, "esta semana não é o momento, simplesmente, de encerrar o lockdown". Ele afirmou que seria "loucura" relaxar muito as restrições e permitir uma segunda onda de casos. "Nós precisamos continuar a controlar o vírus e a salvar vidas", afirmou o premiê. O Reino Unido, registrava, neste domingo, 31,9 mil mortes pela Covid-19, com 220,4 mil infectados.
Johnson ressaltou que os que podem trabalhar em casa devem continuar a fazê-lo, para que aqueles que não podem, como nos setores de construção e industrial, possam ir ao trabalho a partir desta semana. Porém, afirmou que esses grupos não devem usar o transporte público e precisam manter distanciamento físico.
A partir de quarta-feira (13), o governo permitirá também que as pessoas se exercitem nas ruas sem restrições. As pessoas ainda poderão tomar sol, dirigir para outros destinos e praticar esportes, mas com membros da mesma residência. Johnson disse que todos precisam continuar a manter o distanciamento social recomendado.
Ele apresentou um "plano condicional" para relaxar outras restrições nos próximos meses, como a reabertura de lojas e a possível volta às aulas para algumas crianças a partir de 1° de junho. Também mostrou esperança de que alguns segmentos de hospitalidade e mais espaços públicos possam ser reabertos um mês depois, contanto que garantam o distanciamento.
Johnson disse desejar passar uma "percepção sobre o que vem pela frente" e sobre "como e em que base as decisões devem ser tomadas". Segundo ele, nos próximos dois meses, o governo não será movido pela "mera esperança ou necessidade econômica", mas "pela ciência, pelos dados e pela saúde pública".
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