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Reino Unido

27/04/2020 - 18h03min. Alterada em 27/04 às 18h20min

Johnson volta ao trabalho e pede a britânicos que sigam em quarentena

Premiê disse que surto é o pior desafio desde a Segunda Guerra

Premiê disse que surto é o pior desafio desde a Segunda Guerra


ANDREW PARSON/10 DOWNING STREET/AFP/JC
Em seu primeiro discurso depois que voltou a comandar o Reino Unido, o primeiro-ministro Boris Johnson avaliou, nesta segunda-feira (27) que o país termina de passar pelo momento de auge do impacto da pandemia de coronavírus e alertou que este pode ser o período de "risco máximo", já que as pessoas passam a considerar que o pior já passou e que poderia ser a hora de afrouxamento das medidas de distanciamento social.
Em seu primeiro discurso depois que voltou a comandar o Reino Unido, o primeiro-ministro Boris Johnson avaliou, nesta segunda-feira (27) que o país termina de passar pelo momento de auge do impacto da pandemia de coronavírus e alertou que este pode ser o período de "risco máximo", já que as pessoas passam a considerar que o pior já passou e que poderia ser a hora de afrouxamento das medidas de distanciamento social.
Falando diretamente para os que estão sentindo os efeitos econômicos da doença, como lojistas e pessoas que dependem da continuidade do trabalho para sobreviver, o premiê pediu mais apoio para a manutenção da quarentena. "Devemos reconhecer o risco de um segundo pico, o risco de perder o controle desse vírus e deixar a taxa voltar, porque isso significaria não apenas uma nova onda de mortes e doenças, mas também um desastre econômico, e seríamos forçados mais uma vez a pisar no freio e voltar a impor restrições de forma a causar danos mais duradouros", considerou.
"Sei que é difícil e quero que a economia se mova o mais rápido possível, mas me recuso a jogar fora todo o esforço e o sacrifício do povo britânico e arriscar um segundo grande surto e uma enorme perda de vidas. Por isso, peço a vocês que contenham a impaciência", disse na frente da porta de Downing Street, o endereço oficial do governo.
Johnson esteve afastado do comando do país por 20 dias e, nos últimos foi para uma casa de campo para se reabilitar da infecção por Covid-19, que o levou a ficar sete dias no hospital, dos quais três em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). No seu lugar estava o ministro das Relações Exteriores e Secretário de Estado, Dominic Raab.
Considerando o surto como "o maior desafio que este país enfrentou desde a Segunda Guerra" e citando sua experiência pessoal, o premiê disse que não minimizaria os problemas contínuos que estão sendo enfrentados por todos. Ele afirmou também que pode ver as consequências a longo prazo do bloqueio de forma tão clara quanto qualquer outra pessoa e enfatizou que a urgência dessas pessoas também é a urgência do governo.
O primeiro-ministro destacou que, sem as medidas de distanciamento social, o impacto da doença teria sido muito maior e ele comemorou o sucesso do achatamento do pico de contágio. A segunda fase da estratégia para a pandemia, conforme ele, só será aplicada quando houver a certeza de que a primeira fase acabou, que os testes estão sendo feitos, que o número de mortes está caindo, que o NHS (sistema de saúde britânico) está protegido, que a taxa de infecção é baixa e que se evitará um segundo pico. A ideia, nessa ocasião, é começar gradualmente a abrir as restrições econômicas e sociais.
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