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Suécia

- Publicada em 17h57min, 27/04/2020. Alterada em 17h57min, 27/04/2020.

Suécia fecha cinco bares por não evitar aglomeração contra coronavírus

Estabelecimentos podem solicitar a reabertura se resolverem as violações

Estabelecimentos podem solicitar a reabertura se resolverem as violações


JESSICA GOW/AFP/JC
A prefeitura de Estocolmo cumpriu a ameaça feita na última sexta-feira (24) e fechou cinco bares durante o fim de semana por desrespeitarem medidas de combate à transmissão do coronavírus. Embora a maioria dos 1.500 estabelecimentos do tipo no país esteja seguindo as regras, a chegada da primavera e a melhora do clima fizeram crescer a aglomeração de suecos.
A prefeitura de Estocolmo cumpriu a ameaça feita na última sexta-feira (24) e fechou cinco bares durante o fim de semana por desrespeitarem medidas de combate à transmissão do coronavírus. Embora a maioria dos 1.500 estabelecimentos do tipo no país esteja seguindo as regras, a chegada da primavera e a melhora do clima fizeram crescer a aglomeração de suecos.
A Suécia é um dos poucos países europeus que não implantaram uma quarentena para combater a doença, mas bares e restaurantes são proibidos de permitir reuniões de mais de 50 pessoas no mesmo local e obrigados a garantir que elas não fiquem de pé ou próximas umas das outras. 
Lojas e escolas também continuam abertas. Há restrições à circulação para maiores de 70 anos e doentes, e orientação para que as pessoas circulem o mínimo possível e trabalhem de casa, mas sem obrigatoriedade ou punições.
Na sexta, a prefeita de Estocolmo, Anna König Jerlmyr, disse que faria fiscalizações "24 horas por dia" e pediu que a população denunciasse irregularidades pelo aplicativo oficial. Os estabelecimentos fechados podem solicitar a reabertura se resolverem as violações e forem aprovados em nova inspeção, segundo a prefeitura.
Nesta segunda-feira (27), a Suécia tinha 21,7 mortes por 100 mil habitantes, 8ª maior taxa entre os 42 maiores países europeus. O número é um terço do registrado na Bélgica, que está no topo do ranking, com 61/100 mil, mas mais que o quíntuplo da vizinha Noruega, que tem 3,7 mortos por 100 mil habitantes.
O governo sueco implantou medidas de distanciamento físico sem uma quarentena mais ampla, sob o argumento de que seus hospitais e UTIs ainda têm 20% dos leitos livres.
A estratégia sueca, segundo o epidemiologista que orienta o governo, Anders Tegnell, é permitir que um número maior de habitantes tenha contato com o coronavírus, para que, numa segunda onda de transmissão, a velocidade de contágio seja menor.
O objetivo não é chegar à imunidade de rebanho, que exigiria até 60% de pessoas imunizadas, mas monitorar a situação do sistema de saúde e da progressão da doença para permitir que a população fique menos vulnerável, disse ele em duas entrevistas na semana passada.
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