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Saúde

Notícia da edição impressa de 23/03/2020. Alterada em 23/03 às 03h00min

Itália registra queda de mortes; total de óbitos passa dos 5,4 mil

A Itália registrou, neste domingo, 651 mortes decorrentes do coronavírus nas últimas 24 horas. Com isso, o número de óbitos no país com a pandemia aumentou para 5.476. O número de novos casos cresceu 10%, para 59.138. O chefe da Agência de Proteção Civil da Itália, Angelo Borrelli, observou que o aumento diário do número de casos foi menor. "Esperamos que essa tendência possa ser confirmada nos próximos dias. Não devemos baixar a guarda", afirmou. No sábado, o país teve o pior dia desde o início da pandemia, com 793 vítimas fatais.
A Itália registrou, neste domingo, 651 mortes decorrentes do coronavírus nas últimas 24 horas. Com isso, o número de óbitos no país com a pandemia aumentou para 5.476. O número de novos casos cresceu 10%, para 59.138. O chefe da Agência de Proteção Civil da Itália, Angelo Borrelli, observou que o aumento diário do número de casos foi menor. "Esperamos que essa tendência possa ser confirmada nos próximos dias. Não devemos baixar a guarda", afirmou. No sábado, o país teve o pior dia desde o início da pandemia, com 793 vítimas fatais.
Somente empresas que fabricam o que o governo considera produtos essenciais podem permanecer abertas, disse o primeiro-ministro Giuseppe Conte no sábado. O governo também está forçando quase todos os escritórios privados e públicos a fecharem. Até agora, alguns escritórios permaneceram abertos e esperavam que os funcionários viessem trabalhar, mas isso não será mais possível na maioria dos casos. "Essas são medidas severas, eu percebo isso", disse Conte ao ler uma declaração transmitida no Facebook. "Não há alternativa. Essa é a crise mais difícil que o país enfrenta desde a Segunda Guerra Mundial."
Muitos grandes fabricantes já haviam fechado, incluindo a Fiat Chrysler Automobiles, mas algumas fábricas menores permaneciam abertas, como anteriormente permitido pelo governo, desde que trabalhadores mantivessem a distância de um metro entre si. Contudo, líderes sindicais defendiam que todas as fábricas precisavam ser fechadas. Conte disse que o governo passou parte do sábado com sindicatos e outras organizações, elaborando uma lista de quais produtos e serviços são essenciais.
O governador Attilio Fontana, da região da Lombardia, uma das mais afetadas, pediu a intervenção do Exército para manter as pessoas em casa e, neste domingo, emitiu um decreto fechando o comércio, os escritórios e os canteiros de obra a partir desta segunda-feira, e proibindo as atividades esportivas ao ar livre. "É hora da firmeza", disse. "Meias medidas, como vimos, não servem para conter a emergência. É uma guerra."