Porto Alegre, terça-feira, 10 de março de 2020.
Dia do Telefone.

Jornal do Comércio

Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

CORRIGIR

Venezuela

Alterada em 10/03 às 16h46min

População vai às ruas em marcha contra Maduro na Venezuela

Guaidó tenta mobilizar opositores desacreditados com a possibilidade de eleições livres

Guaidó tenta mobilizar opositores desacreditados com a possibilidade de eleições livres


FEDERICO PARRA /AFP/JC
Opositores ao governo de Nicolás Maduro, na Venezuela, marcharam nas ruas de Caracas, nesta terça-feira (10), em protesto para reconquistar o controle da Assembleia Nacional, tomado por parlamentares pró-governo em janeiro. A polícia venezuelana disparou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes, que tiveram como ponto de partida a praça Juan Pablo II.
Opositores ao governo de Nicolás Maduro, na Venezuela, marcharam nas ruas de Caracas, nesta terça-feira (10), em protesto para reconquistar o controle da Assembleia Nacional, tomado por parlamentares pró-governo em janeiro. A polícia venezuelana disparou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes, que tiveram como ponto de partida a praça Juan Pablo II.
Em outra região da capital, apoiadores de Maduro também se reuniram para marchar em direção à Assembleia Nacional Constituinte, vizinha da Assembleia Nacional.Vestidos de vermelho, centenas de chavistas atenderam ao chamado do governo, que os convocou em nome da defesa da soberania do país.
O presidente autodeclarado Juan Guaidó chamou a população para se juntar ao ato como uma forma de reviver os protestos de rua contra Maduro que surgiram em 2019, mas perderam força. A principal reclamação dos opositores é a crise que expulsou quase 5 milhões de venezuelanos desde 2015, segundo dados divulgados pela Organização das Nações Unidas. "A situação é uma catástrofe. Nossos direitos como trabalhadores não são respeitados, e pedimos mudanças", disse Ofelia Rivera, aposentada de 58 anos que participava da marcha.
A manifestação é um teste da capacidade de Guaidó em conseguir apoiadores, que têm se cansado cada vez mais com a crise econômica e a inabilidade da oposição de tirar Maduro do poder, apesar do programa de sanções dos Estados Unidos. "A única opção possível para os venezuelanos é escapar do desastre", afirmou Guaidó, convocando a população na segunda-feira (9).
A mobilização desta terça-feira é a mais ambiciosa de Guaidó desde que retornou de uma viagem por oito países. O líder oposicionista foi recebido por autoridades como Donald Trump, Boris Johnson e Emmanuel Macron, bem como teve a oportunidade de discursar durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, e encontar com líderes da União Europeia.
O governo convocou seus próprios atos separados no centro de Caracas. O vice-presidente do Partido Socialista, Diosdado Cabello, disse que a marcha da oposição era uma tentativa de recuperar sua energia. "Toda vez que a direita está encurralada, procura eventos que podem aumentar o ânimo de pessoas que deixaram de estar empolgadas há muito tempo. Eles tentam criar liderança onde não há", ressaltou Cabello.
Em janeiro, um grupo de legisladores apoiados pelo Partido Socialista se instalou como líder do Congresso após tropas terem bloqueado a entrada de Guaidó. Depois, parlamentares da oposição reelegeram Guaidó para um segundo mandato. Mas eles têm sido incapazes de se reunir no palácio legislativo desde então.
Mais de 50 países reconheceram Guaidó no ano passado como presidente legítimo da Venezuela após a reeleição de Maduro em 2018, considerada fraudulenta. A Venezuela este ano está programada para realizar eleições parlamentares, mas a oposição ainda não determinou se irá participar devido a preocupações de que o governo não forneça condições adequadas.